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Preço do Boi China sobe e pressiona o bolso do pecuarista

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Confira o preço do Boi China em 11 estados brasileiros e descubra onde a arroba está mais valorizada em 2025. Dados atualizados e insights de mercado.

Para quem tem pressa:

O preço do Boi China está em alta em várias regiões do país, com destaque para São Paulo, onde a arroba chegou a R$ 306. Veja os estados mais valorizados.


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Panorama Geral: O que está acontecendo com o Boi China?

O mercado do Boi China — aquele que atende ao exigente padrão de exportação para o país asiático — segue movimentado em 2025. O preço da arroba varia significativamente entre os estados, refletindo logística, demanda externa e… bom, o famoso “custo Brasil”.

Os dados são do levantamento da Scot Consultoria de 27 de maio de 2025.

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Ranking de preços: Onde a arroba vale mais?

Confira abaixo os destaques dos preços brutos por arroba:

  • São Paulo: R$ 306,00
  • Mato Grosso: R$ 305,00
  • Paraná: R$ 302,00
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,00
  • Pará – Redenção e Marabá: R$ 285,00 (O preço não é o melhor, mas o nome é grande)

E os preços livres de impostos, para quem quer saber o que realmente entra no bolso:

  • São Paulo: R$ 301,50
  • Mato Grosso: R$ 300,50
  • Paraná: R$ 297,50
  • Mato Grosso do Sul: R$ 297,50
  • Espírito Santo: R$ 276,00

Interpretação e Tendências

Apesar da estabilidade aparente, o preço do Boi China segue pressionado por fatores como:

  • Forte demanda externa (obrigado, China 🇨🇳)
  • Estoques reguladores e escalas de abate enxutas
  • Custos de produção ainda altos

Enquanto alguns estados mantêm valores elevados, outros, como Rondônia (R$ 265,00 bruto), sentem mais o impacto da logística e menor demanda.

E o pecuarista, como fica?

Se você vende para o mercado China, os números mostram que escolher o estado certo pode valer mais que o suplemento mineral. Com diferenças de até R$ 41 por arroba entre os estados, estamos falando de milhares de reais a mais (ou a menos) no fim da conta.

Se você ainda está vendendo fora desse nicho, talvez seja hora de rever sua estratégia.


Conclusão: O valor da arroba e o peso das decisões

Ao analisarmos o cenário atual do preço do Boi China, percebemos que o mercado pecuário brasileiro continua altamente segmentado e, por vezes, até contraditório. A variação nos preços entre os estados evidencia não apenas a influência das condições logísticas, tributárias e sanitárias locais, mas também revela uma verdade pouco confortável: no Brasil, até a cotação da arroba tem CEP.

São Paulo, com seu valor bruto de R$ 306,00 por arroba, lidera como referência — o que não é surpresa, considerando sua estrutura consolidada de produção e exportação. No outro extremo, Rondônia aparece com apenas R$ 265,00, mostrando que a competitividade ainda depende fortemente de infraestrutura, certificações e acesso ao mercado externo. E não vamos ignorar o Espírito Santo, onde o preço líquido é de R$ 276,00 — sinal claro de que o produtor ali está praticamente pagando para vender carne de luxo.

Essas discrepâncias têm impacto direto no planejamento do produtor. Quem ainda ignora o mercado premium da China provavelmente está perdendo mais do que só centavos. Está deixando reais na mesa — ou, neste caso, no curral.

Para o pecuarista moderno, acompanhar apenas o preço médio nacional é o mesmo que dirigir olhando pelo retrovisor. É preciso entender o destino da carne, as exigências do importador, os custos ocultos e as oportunidades que surgem quando se tem informação atualizada e estratégia. A exportação para a China continua sendo um canal privilegiado — e exigente — que premia quem cumpre protocolos rigorosos, mas oferece retorno acima da média.

Portanto, fique atento. A arroba que vale mais é aquela vendida com inteligência. E se o seu boi ainda está fora do mercado China, talvez o problema não esteja no boi. Talvez esteja na estratégia.

Porque, no fim das contas, o preço do boi pode até subir. Mas é a decisão do produtor que determina se ele sobe junto — ou fica só olhando o pasto vizinho mais verde.

Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.


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