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Preço do Boi China: Diferença de até R$43 entre estados

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Confira a variação no preço do Boi China e entenda o que explica as diferenças de até R$43 entre estados brasileiros.

Para quem tem pressa:

O preço do Boi China variou até R$43 por arroba entre os estados. São Paulo lidera com R$303,50 livre de impostos, enquanto Rondônia amarga o menor valor: R$261,00. Entenda os motivos e o impacto para o produtor.


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O que é o Boi China?

O famoso Boi China é o animal que atende aos critérios exigidos pelo mercado chinês para importação de carne: geralmente jovem, bem terminado e criado sem promotores hormonais. Por cumprir esse padrão, costuma ter um “bônus” em relação ao boi comum — mas, como mostra a tabela de 21 de maio de 2025, esse bônus varia bastante conforme a região.


Diferenças regionais: O preço do Boi China por estado

Segundo os dados mais recentes da Scot Consultoria, os preços livres de impostos por arroba do Boi China foram:

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  • São Paulo: R$303,50
  • Paraná: R$302,50
  • Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: R$300,50
  • Minas Gerais (exceto sul): R$290,50
  • Pará (Paragominas, Redenção e Marabá): R$290,50
  • Tocantins: R$283,50
  • Espírito Santo: R$279,50
  • Goiás: R$288,50
  • Rondônia: R$261,00

Ou seja, entre o maior e o menor valor há uma diferença de R$42,50. É muita coisa, especialmente para quem vende dezenas ou centenas de arrobas por mês.


Por que tamanha variação?

Existem diversos motivos para o preço do Boi China variar tanto de um estado para outro:

  1. Logística e proximidade dos portos – Quanto mais perto do porto de exportação, menor o custo de escoamento, o que tende a valorizar a arroba.
  2. Oferta e demanda local – Estados com maior oferta e menor capacidade de abate podem ter cotações mais pressionadas.
  3. Padrão dos lotes ofertados – Frigoríficos pagam mais por lotes com melhor acabamento, peso e conformidade.
  4. Concentração industrial – Menor concorrência entre frigoríficos pode reduzir o poder de negociação do pecuarista.

A soma desses fatores explica por que Rondônia tem o menor valor da lista, enquanto São Paulo lidera com folga. A arroba é a mesma, mas o mercado é cruelmente desigual.


Impacto para o pecuarista

Para o produtor, essa disparidade nos preços é frustrante. Imagine cuidar do boi por dois anos, cumprir todas as exigências sanitárias e, na hora da venda, descobrir que o vizinho de estado fatura R$40 a mais por arroba?

Em estados com menor valor, como Rondônia, o produtor precisa buscar alternativas: agregar valor ao animal (via genética, nutrição, manejo) ou negociar melhor com frigoríficos. Em alguns casos, até buscar parcerias com confinamentos ou transporte interestadual pode compensar.


E agora, José? O que esperar do mercado?

A tendência para os próximos dias é de relativa estabilidade nos estados com maior valorização. Já em regiões com preços deprimidos, ajustes podem ocorrer caso a oferta comece a diminuir ou a demanda externa se intensifique.

Claro, estamos falando de mercado pecuário: tudo pode mudar num piscar de olhos — ou no embarque de um navio para a China.


Conclusão

O preço do Boi China continua sendo uma vitrine da pecuária exportadora do Brasil. Ele revela não só o valor da carne no mercado externo, mas também os desafios logísticos e estruturais do setor. Para o produtor, informação é poder. Saber quanto vale sua arroba — e quanto poderia valer — é o primeiro passo para vender melhor e planejar com mais estratégia.

Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.


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