Boi China dispara: Veja onde a arroba paga mais de R$ 310
O preço do Boi China chegou a R$ 317 por arroba em maio de 2025. Veja as cotações por estado e onde a remuneração ao pecuarista está mais atrativa.
Para quem tem pressa:
O Boi China atingiu R$ 317 por arroba em São Paulo e Mato Grosso nesta segunda-feira (13/05). Confira os preços por estado, onde o prêmio está mais atrativo, e o que isso significa para o pecuarista que aposta no mercado premium.
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Preço do Boi China em 13 de maio de 2025
A arroba do Boi China segue valorizada em diversas praças, especialmente nas regiões com maior rigor nas exigências sanitárias e rastreabilidade. Com o apetite chinês pela carne bovina brasileira, alguns estados estão oferecendo prêmios consideráveis ao produtor.
Veja o panorama dos preços a prazo (R$/@):
- São Paulo: R$ 317,00 (preço livre de impostos: R$ 312,00)
- Mato Grosso: R$ 317,00 (livre: R$ 312,00)
- Paraná: R$ 315,00 (livre: R$ 310,50)
- Mato Grosso do Sul: R$ 312,00 (livre: R$ 307,50)
- Minas Gerais (exceto Sul): R$ 298,00 (livre: R$ 293,50)
- Goiás: R$ 300,00 (livre: R$ 295,50)
- Pará – Paragominas: R$ 300,00 (livre: R$ 295,50)
- Pará – Redenção e Marabá: R$ 295,00 (livre: R$ 290,50)
- Espírito Santo: R$ 290,00 (livre: R$ 285,50)
- Tocantins: R$ 290,00 (livre: R$ 285,50)
- Rondônia: R$ 270,00 (livre: R$ 266,00)
O que explica a valorização do Boi China?
O Boi China é um animal abatido dentro de critérios específicos, como idade abaixo de 30 meses e rastreabilidade certificada, exigências impostas pelo mercado chinês. Com a demanda aquecida da China e a limitação na oferta de animais dentro do padrão, o prêmio pago ao pecuarista segue em alta.
Curiosidade: em alguns casos, o prêmio do Boi China pode superar R$ 10 por arroba em relação ao boi comum. Vale ou não vale entrar nesse nicho?
Destaques do mercado: São Paulo e Mato Grosso lideram
Com preços brutos de R$ 317/@, São Paulo e Mato Grosso lideram a remuneração. Paraná vem logo atrás, com R$ 315/@, consolidando-se como alternativa competitiva — embora menos tradicional nesse segmento.
No outro extremo, Rondônia apresenta o menor valor: R$ 270/@ brutos. O motivo? Menor acesso ao mercado premium e maior incidência de abates de animais fora do padrão China.
Vale a pena investir no mercado premium?
Se você tem estrutura, sanidade e manejo alinhados, a resposta tende a ser: sim. O Boi China exige mais, mas também paga mais. A diferença pode ser decisiva no resultado financeiro, especialmente em tempos de margens apertadas.
Leia também: Como o bezerro valorizado em Goiás está puxando o mercado de reposição
Fonte: Scot Consultoria – Preços do Boi China em 13/05/2025
Conclusão: O Boi China é oportunidade — mas só para quem se planeja
O cenário de valorização do Boi China em maio de 2025 representa uma janela interessante de rentabilidade para o pecuarista brasileiro. Com preços brutos ultrapassando R$ 317 por arroba em estados como São Paulo e Mato Grosso, fica claro que há um mercado disposto a pagar mais — desde que o produtor entregue um produto diferenciado, dentro dos padrões exigidos pelo comprador chinês.
No entanto, essa não é uma oportunidade para se abraçar no improviso. Atender aos critérios do mercado premium, como a rastreabilidade individual dos animais, idade máxima de 30 meses e boas práticas de manejo e bem-estar, exige planejamento, controle sanitário e disciplina na gestão da propriedade. Não basta apenas entregar um animal com bom acabamento: é preciso comprovar sua origem e conformidade com os protocolos internacionais.
É aí que muitos pecuaristas acabam desistindo ou sendo excluídos. O custo de implementação de programas como o SISBOV, por exemplo, pode parecer alto à primeira vista, mas tende a se pagar com folga quando os prêmios por arroba atingem patamares como os atuais. Em um lote de 100 animais com prêmio de R$ 10 por arroba, a diferença total pode chegar a R$ 15 mil.
Além disso, o mercado chinês tem demonstrado apetite consistente, mesmo diante de tensões diplomáticas ou oscilações de consumo local. Isso dá ao produtor que aposta no boi certificado uma previsibilidade interessante — artigo raro na pecuária atual.
Em resumo, quem já está estruturado deve aproveitar a maré alta. Quem ainda não está, pode começar pequeno, com um lote rastreado, e evoluir gradualmente. Afinal, como diria o produtor experiente: “quem planta boi bom, colhe prêmio.”
E quando o prêmio é de até R$ 47 por cabeça a mais (considerando R$ 10/@ em um boi de 470 kg), fica difícil ignorar.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.

