Boi gordo: Disputa aquece mercado às vésperas do Dia das Mães
O boi gordo enfrenta disputa entre frigoríficos e pecuaristas, mas consumo aquecido e Dia das Mães ajudam a manter preços em maio de 2025.
Para quem tem pressa:
O boi gordo vive um cabo de guerra entre frigoríficos e pecuaristas. Apesar das quedas regionais, o consumo aquecido com o Dia das Mães e a exportação mantêm os preços firmes, com destaque para o boi-China, cotado a R$ 325/@.
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A pressão dos frigoríficos: recuo estratégico nos preços
O mercado físico do boi gordo começou maio sob pressão. Em estados produtores como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, os preços da arroba recuaram. Os frigoríficos, com escalas de abate confortáveis, tentam empurrar os valores para baixo, ofertando menos que a referência.
Mas a tentativa de forçar uma desvalorização tem um limite: a carne está saindo. As escalas continuam avançando, o que mostra que o produto tem destino. Afinal, quem tem carne para vender e consumidor interessado, não cede preço tão fácil.
Veja a média dos preços do boi gordo por estado:
- São Paulo: R$ 318,75 (queda ante R$ 319,58)
- Goiás: R$ 298,21 (queda leve)
- Minas Gerais: R$ 303,53 (queda expressiva)
- Mato Grosso do Sul: R$ 314,43
- Mato Grosso: R$ 318,04
O boi comum em São Paulo está em R$ 315/@, enquanto o boi-China segue valorizado a R$ 325/@. A diferença compensa — especialmente quando o destino é o mercado externo, que segue pagando melhor.
Dia das Mães sustenta consumo e preço
Maio chegou com a entrada dos salários e a tradicional corrida por presentes e jantares. O resultado? Vendas de carne bovina mais aquecidas, como destacou a Agrifatto.
No atacado, os cortes nobres seguem firmes:
- Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
- Quarto dianteiro: R$ 20,50/kg
- Ponta de agulha: R$ 18,50/kg
As negociações no atacado programadas para quinta-feira (8/5) devem aproveitar o impulso do fim de semana do Dia das Mães. Afinal, mesa farta ainda é tradição — e o churrasco não costuma faltar.
Frigoríficos tentam resistir, mas mercado aperta
Mesmo com escalas médias de 9 dias úteis, os frigoríficos estão mais cautelosos. A tática de reduzir preços encontra resistência na ponta do consumo. E como diz o ditado do campo: “quem aperta demais, perde a boiada”.
A disputa continua: de um lado, os pecuaristas não querem vender abaixo da referência. Do outro, os frigoríficos testam o mercado com propostas mais baixas. A pergunta que fica: quem vai piscar primeiro?
Mercado futuro dá sinais de otimismo
Na B3, os contratos futuros do boi gordo indicam ânimo. O vencimento para julho/25 fechou em R$ 324,60/@ — alta de 1,74%. O mercado aposta em recuperação, sustentado por um consumo estável e menor pressão de oferta nos próximos meses.
Esse cenário pode sinalizar o início de uma reversão no ciclo de baixa. E para quem pensa em travar preço, o momento pode ser estratégico.
Dólar em alta: efeito colateral no custo
A valorização do dólar, que fechou a R$ 5,7103, pressiona os custos de importação, especialmente de insumos como fertilizantes e medicamentos. Além disso, uma moeda americana mais cara também impacta a competitividade da carne no mercado externo — mais um fator para ficar de olho.
Conclusão: entre o açougue e o pasto, quem leva a melhor?
O boi gordo está no meio de uma queda de braço. Se de um lado o consumo interno ganha força com o Dia das Mães, do outro os frigoríficos tentam puxar os preços para baixo. A tendência, no curto prazo, é de equilíbrio instável — com leve vantagem para quem souber negociar com precisão cirúrgica.
Se o churrasco do domingo vai sair mais caro? Talvez. Mas, ao menos, o produtor rural segue no jogo, firme e atento.
Fonte: CEPEA, IMEA, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário. Imagem principal: Chatgpt.

