Cotações em alta ou baixa? O mercado do boi gordo está pegando fogo com frigoríficos tentando derrubar os preços e pecuaristas resistindo. Descubra o que esperar para os próximos meses!
O mercado do boi gordo segue movimentado, com uma disputa intensa entre frigoríficos e pecuaristas. Apesar das tentativas da indústria de reduzir os preços, os produtores resistem, mantendo a arroba estável. Confira as cotações atuais e as perspectivas para os próximos meses.
O setor bovino enfrenta oscilações, com frigoríficos pressionando por redução nos preços e pecuaristas resistindo. De acordo com analistas, a oferta e demanda estão equilibradas, o que tem mantido os valores da arroba sem grandes variações.
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A recente desvalorização da carne bovina motivou frigoríficos a ofertarem valores abaixo da referência de mercado, mas sem sucesso na maioria das regiões. A resistência dos pecuaristas tem evitado quedas significativas.
Segundo o Cepea, a oferta de fêmeas aumentou devido à recuperação de peso desses animais após as chuvas, além do volume expressivo de bois de confinamento, superando os níveis do ano passado.
A economia brasileira tem influência direta nas cotações do boi gordo. A inflação impacta os custos de produção, incluindo insumos como ração, medicamentos e transporte. Além disso, as oscilações no preço do dólar afetam as exportações, uma vez que a carne bovina brasileira tem forte demanda internacional.
Com o crescimento da economia chinesa e a manutenção do apetite asiático pela carne brasileira, espera-se que os embarques continuem em alta, sustentando o mercado interno e evitando quedas bruscas nos preços da arroba.
No cenário externo, a carne bovina segue com bom desempenho. Dados da Secex mostram que a média diária de embarques em fevereiro foi de 10 mil toneladas, um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2024.
A valorização do dólar frente ao real torna a carne brasileira mais competitiva no mercado externo. Isso favorece exportações, principalmente para a China, União Europeia e países do Oriente Médio, que são grandes compradores da proteína bovina nacional.
Os frigoríficos mantêm escalas de abate confortáveis, permitindo tentativas de redução nos preços, mas sem sucesso. Segundo a Scot Consultoria, os valores se mantiveram:
Em São Paulo, as escalas de abate seguem em torno de dez dias. A Agrifatto também confirmou estabilidade, com o boi para consumo doméstico a R$ 310/@ e o Boi-China a R$ 320/@.
No geral, a média do boi gordo caiu para R$ 292,20/@ em 16 regiões monitoradas pela Agrifatto, com ajustes negativos em Mato Grosso e Paraná, enquanto as demais praças mantiveram seus preços.
O aumento do abate de fêmeas, muitas descartadas por idade ou falhas reprodutivas, tem ajudado a suprir a demanda da indústria, pressionando os preços dos machos. No entanto, analistas projetam que a partir de março, essa oferta pode reduzir, abrindo caminho para uma possível valorização da arroba.
As condições climáticas também influenciam a produção pecuária. Chuvas regulares favorecem a recuperação de pastagens, melhorando o ganho de peso dos animais. Por outro lado, estiagens prolongadas reduzem a oferta de alimento, levando ao descarte antecipado de bovinos e impactando os preços do mercado.
Os contratos futuros do boi gordo tiveram oscilações:
A volatilidade no mercado futuro reflete a incerteza dos agentes do setor quanto à oferta e demanda no curto prazo. O comportamento do consumo interno e a dinâmica das exportações serão fatores determinantes para os preços nos próximos meses.
O mercado do boi gordo deve permanecer pressionado no curto prazo. A redução da oferta de fêmeas pode gerar uma recuperação nos preços a partir de março, mas até lá, pecuaristas devem acompanhar de perto as estratégias da indústria e as movimentações do mercado externo.
Além disso, a retomada do crescimento econômico pode impulsionar o consumo de carne bovina, favorecendo um cenário mais otimista para o setor.
Conclusão: O mercado segue disputado entre frigoríficos e produtores, mas os próximos meses podem trazer novas oportunidades para valorização da arroba.
Imagem principal: Depositphotos.
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