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Boi Gordo Dispara e Arroba Bate R$ 335: Entenda o Que Está Por Trás da Alta Histórica

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Exportações recordes, oferta restrita de animais e consumo aquecido impulsionam valorização do boi gordo; veja cotações, tendências e o que esperar do mercado nos próximos dias.

O mercado do boi gordo no Brasil vive um momento de forte valorização, impulsionado por uma combinação de fatores que elevam o preço da arroba em diversas regiões do país. Em São Paulo, a cotação da arroba atingiu R$ 335, refletindo a escassez de oferta, o aumento da demanda externa e a antecipação das compras por parte da indústria devido ao feriado prolongado. O cenário é promissor tanto para o pecuarista quanto para os investidores do setor.


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Preço do boi gordo sobe nas principais praças pecuárias

De acordo com dados de consultorias especializadas, a valorização do boi gordo foi registrada em nove das 17 principais praças pecuárias do país. A média das arrobas comercializadas fora de São Paulo já ultrapassa os R$ 306, com destaque para estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Veja as cotações atualizadas:

  • São Paulo: R$ 335/@
  • Mato Grosso: R$ 331,35/@
  • Mato Grosso do Sul: R$ 328,75/@
  • Goiás: R$ 321,96/@
  • Minas Gerais: R$ 320,88/@

Essa valorização está diretamente ligada à oferta restrita de animais prontos para o abate. As escalas de abate permanecem curtas, com média de apenas cinco a seis dias úteis, o que intensifica a pressão compradora das indústrias frigoríficas.

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Exportações de carne bovina batem recordes e sustentam a alta

Um dos principais motores dessa alta no preço do boi gordo é o desempenho histórico das exportações de carne bovina brasileira. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou em março de 2025 cerca de 215 mil toneladas de carne bovina in natura, o maior volume já registrado para o mês.

Já na parcial de abril, até a segunda semana, os embarques somaram 98,2 mil toneladas, registrando um crescimento de 15,6% na média diária em comparação com abril de 2024. A tendência é de que o mês de abril também encerre com volume recorde.

Esse desempenho reflete a forte demanda internacional pela carne brasileira, especialmente por parte de países asiáticos como China e Hong Kong, que seguem liderando as importações. O câmbio favorável, com o dólar em alta, também contribui para tornar a carne brasileira mais competitiva no mercado global.

Pecuarista encontra cenário favorável, mas deve ficar atento à oferta de animais

Para o pecuarista brasileiro, o momento é positivo, com margens mais atrativas em função da valorização da arroba. No entanto, é importante estar atento à disponibilidade de pastagens, já que o fim da safra de capim se aproxima e a oferta de boiadas tende a cair ainda mais nas próximas semanas.

A escassez de animais terminados no pasto pode pressionar ainda mais os preços, o que exige planejamento por parte dos produtores para garantir eficiência no manejo e na nutrição dos rebanhos.

Mercado futuro do boi gordo aponta para continuidade da valorização

No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 seguem em alta. O contrato com vencimento em maio de 2025 foi cotado a R$ 326,80/@, com ganho de 1,27% em relação ao dia anterior. A expectativa de continuidade na firmeza das cotações reforça o cenário otimista para os próximos meses.

A movimentação no mercado futuro é reflexo da confiança dos agentes em relação ao ritmo das exportações, à limitação da oferta e ao consumo interno que tende a melhorar em datas comemorativas, como o feriado de Tiradentes.

Atacado mantém firmeza nos preços da carne bovina

O setor atacadista também acompanha o movimento de alta, com destaque para os principais cortes bovinos. Com bom escoamento registrado na primeira quinzena de abril, os preços no atacado seguem firmes:

  • Quarto dianteiro: R$ 20,00/kg
  • Quarto traseiro: R$ 26,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 18,00/kg

A expectativa é de que o consumo interno ganhe força no final do mês, o que pode gerar novos reajustes positivos nos preços da carne bovina.

Dólar alto impulsiona competitividade da carne brasileira no exterior

O dólar comercial, que fechou em R$ 5,8905, segue em tendência de alta. Essa valorização da moeda norte-americana torna a carne bovina brasileira mais atrativa no mercado externo, aumentando a rentabilidade das exportações. Além disso, a variação cambial impacta os custos de produção, exigindo maior eficiência por parte das indústrias e produtores.

Considerações finais

O mercado do boi gordo em abril de 2025 vive um momento de intensa valorização, sustentado por exportações recordes, oferta restrita e demanda aquecida. A cotação da arroba atingindo R$ 335 em São Paulo evidencia a força do setor, que encontra suporte tanto no mercado interno quanto externo.

Para os produtores rurais, o momento exige atenção à gestão do rebanho, ao planejamento de vendas e às oportunidades de negociação. Já para os investidores e analistas do setor agropecuário, os fundamentos indicam uma continuidade no movimento altista, ao menos no curto prazo.

Com a chegada do período de entre-safra e a manutenção do ritmo forte nas exportações, o Brasil se prepara para consolidar mais um abril histórico na comercialização e exportação de carne bovina. O boi gordo, mais uma vez, se destaca como peça-chave no agronegócio brasileiro.

Imagem principal: Depositphotos.


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