O mercado do boi gordo continua demonstrando força no cenário nacional, com valorização sustentada pela combinação de baixa oferta de animais prontos para abate e uma demanda firme, especialmente no mercado externo. Esse ambiente favorável tem animado os pecuaristas, que já enxergam no horizonte o patamar de R$ 345 por arroba (/@), principalmente nas principais praças produtoras do país.
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Um dos principais fatores que têm influenciado a trajetória de alta no preço do boi gordo é a limitação nas escalas de abate. De acordo com especialistas do setor, como a consultoria Safras & Mercado, as escalas médias estão entre cinco e seis dias úteis. Essa janela curta tem pressionado a indústria frigorífica a pagar mais para garantir o abastecimento.
A menor disponibilidade de animais terminados nas fazendas tem sido resultado de vários fatores, incluindo o clima desfavorável em algumas regiões produtoras e a estratégia de retenção por parte dos pecuaristas, que buscam melhores preços diante do movimento altista.
Além da escassez de oferta, a demanda internacional por carne bovina brasileira continua em ritmo acelerado, especialmente por parte da China, que segue como o principal destino das exportações do setor. Com a carne brasileira ganhando competitividade no mercado internacional devido ao câmbio favorável e à qualidade reconhecida, os embarques seguem aquecidos, o que tem impactado diretamente a formação de preços no mercado interno.
Essa conjuntura externa tem contribuído para o escoamento da produção nacional, reduzindo a pressão sobre os estoques internos e permitindo uma margem maior para valorização dos preços pagos ao produtor.
O consumo interno também tem mostrado sinais de recuperação, especialmente na primeira quinzena de abril, impulsionado pelo pagamento de salários, feriados prolongados e datas comemorativas como a Páscoa. Esses fatores elevam a procura por carne bovina no varejo e no atacado, estimulando a reposição de estoques e contribuindo para o aumento dos preços em toda a cadeia produtiva.
Nos centros de distribuição de São Paulo, por exemplo, o ritmo de vendas permanece firme, com redução nas devoluções e estoques enxutos, o que confirma o bom momento do setor.
As principais praças pecuárias brasileiras registraram elevações nos preços da arroba do boi gordo ao longo da semana. Confira os valores médios registrados a prazo:
Em São Paulo, tanto o boi comum quanto o boi-China tiveram alta de R$ 1, fechando em R$ 325/@ e R$ 328/@, respectivamente. Já os preços das fêmeas permaneceram estáveis, com a vaca gorda cotada a R$ 290/@ e a novilha gorda a R$ 305/@.
O mercado atacadista de carne bovina também acompanha a valorização do boi gordo. O destaque da semana foi o quarto dianteiro, que apresentou aumento de R$ 1,00 no preço, atingindo R$ 20,00/kg. Já o quarto traseiro se manteve estável em R$ 26,00/kg, assim como a ponta de agulha, que permaneceu em R$ 18,00/kg.
A carne desossada continua em alta, com três semanas consecutivas de valorização, tanto em volume quanto em preços. Essa movimentação é reflexo da redução nos abates e do aumento da procura, principalmente em função do período de maior consumo no varejo.
O cenário positivo também se reflete no mercado futuro. Os contratos negociados na B3 indicam otimismo entre os agentes do setor. O contrato com vencimento em junho de 2025 fechou a R$ 331,20, com valorização de 0,45% no comparativo diário. A expectativa de continuidade do movimento altista reforça a tendência de preços ainda mais elevados nos próximos meses.
Outro fator que vem favorecendo o setor é a valorização do dólar. O câmbio encerrou a sessão em R$ 5,8978, com alta de 0,91%. A moeda norte-americana oscilou amplamente durante o dia, o que beneficia as exportações brasileiras, tornando a carne nacional mais competitiva no mercado externo.
Combinando uma oferta limitada de boi gordo, demanda externa aquecida, varejo firme e reposição acelerada no atacado, o cenário atual projeta uma valorização consistente da arroba. O patamar de R$ 345/@, embora audacioso, já é considerado viável por muitos pecuaristas, especialmente em praças como São Paulo, onde a pressão compradora é mais evidente.
O momento é de atenção para toda a cadeia produtiva da carne bovina. Os frigoríficos buscam alternativas para manter as escalas e atender à crescente demanda, enquanto os pecuaristas aproveitam o ciclo positivo para maximizar os ganhos.
Imagem principal: Depositphotos.
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