Boi gordo mantém trajetória de alta e pecuaristas projetam R$ 340 por arroba
Alta nas exportações, oferta restrita e demanda interna fortalecida impulsionam os preços do boi gordo no Brasil.
O mercado do boi gordo segue em ritmo de valorização no início de abril de 2025, sustentado por uma combinação de fatores positivos, como a escassez de oferta, o fortalecimento das exportações de carne bovina e a retomada gradual da demanda interna. Com as escalas de abate cada vez mais curtas e a arroba em alta, o setor pecuário trabalha com a expectativa de alcançar os R$ 340/@ em algumas praças do país.
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Oferta reduzida e demanda firme impulsionam preços
A principal força por trás da valorização do boi gordo neste momento é a baixa disponibilidade de animais prontos para o abate. Em estados como São Paulo, os frigoríficos operam com escalas médias de apenas seis dias, o que fortalece o poder de barganha do pecuarista e pressiona as cotações para cima.
Além disso, o pagamento recente dos salários estimula o consumo de carne bovina no mercado interno, aumentando a liquidez no mercado atacadista e contribuindo para o avanço dos preços nos diferentes elos da cadeia produtiva.
Exportações aquecidas mantêm o ritmo de valorização
No mercado externo, o Brasil segue registrando fortes embarques de carne bovina in natura, com destaque para a China, principal compradora do produto brasileiro. Em março de 2025, foram exportadas mais de 215 mil toneladas, impulsionando a rentabilidade da atividade, especialmente com o dólar acima de R$ 6, o que torna o mercado internacional ainda mais atrativo para os exportadores.
A China, por exemplo, tem pago em média US$ 6.000 por tonelada do dianteiro desossado, o que ajuda a sustentar os preços domésticos mesmo diante de uma oferta enxuta.
Cotações atualizadas do boi gordo por estado
As cotações do boi gordo apresentam tendência de alta em diversas regiões brasileiras. Confira os preços médios por estado:
- São Paulo: R$ 330,00/@
- Goiás: R$ 320,54/@
- Minas Gerais: R$ 315,29/@
- Mato Grosso do Sul: R$ 321,02/@
- Mato Grosso: R$ 319,19/@
Já a Scot Consultoria destaca que, na praça paulista, o boi comum está cotado a R$ 322/@ e o boi-China a R$ 325/@, ambos com reajuste positivo. Enquanto isso, os preços das fêmeas seguem estáveis, com a vaca gorda a R$ 288/@ e a novilha gorda a R$ 305/@.
Atacado segue firme com alta na carne bovina
O mercado atacadista de carne bovina também acompanha o movimento positivo. Os preços médios dos principais cortes seguem firmes:
- Quarto traseiro: R$ 26,00/kg
- Dianteiro: R$ 19,00/kg
- Ponta de agulha: R$ 18,00/kg
A liquidez no início do mês, impulsionada pela entrada de renda no mercado, favorece a reposição nos estoques e amplia as margens da indústria frigorífica.
Mercado futuro projeta continuidade na valorização
Na B3, os contratos futuros do boi gordo refletem o otimismo do setor. O vencimento de maio de 2025 fechou a última sessão cotado a R$ 326,66/@, com alta de 1,21% no dia. Essa performance reforça as expectativas de manutenção do viés altista, apoiado no cenário de exportações firmes, dólar valorizado e oferta restrita de animais.
Conclusão
Com o dólar alto, a demanda externa aquecida e a oferta controlada, o mercado do boi gordo atravessa um período de forte valorização. A possibilidade de atingir a marca simbólica de R$ 340 por arroba já começa a ser considerada pelos produtores, que se beneficiam de um cenário positivo tanto no mercado físico quanto no futuro.
Acompanhar as cotações da arroba e os indicadores de exportação de carne bovina se torna essencial para quem atua no setor e deseja aproveitar o bom momento da pecuária brasileira.
Imagem principal: Depositphotos.

