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Arroba do boi gordo em alta: Entenda os motivos e projeções

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O preço da arroba do boi gordo segue em alta. Descubra os motivos da valorização e as projeções para o mercado pecuário em 2025.

Para Quem Tem Pressa

O mercado do boi gordo registrou aumento nos preços devido ao encurtamento das escalas de abate e boas condições das pastagens. Apesar da queda nas exportações na terceira semana de março, as projeções para o ano indicam crescimento. Saiba mais sobre os fatores que influenciam o preço da arroba do boi gordo e as expectativas do setor.


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O que impulsiona o aumento da arroba do boi gordo?

Nas últimas semanas, o preço da arroba do boi gordo apresentou alta significativa, impulsionado por fatores como:

  • Redução da oferta: Pecuaristas estão segurando os animais devido à melhoria das pastagens.
  • Demanda externa: Apesar da desaceleração momentânea, as exportações mantêm volumes elevados.
  • Projeções de custo: O aumento nos custos de produção e a entrada da safrinha de milho influenciam os preços futuros.

O mercado pecuário segue atento às oscilações no custo da alimentação animal. A queda no preço do milho pode amenizar parte da pressão de custos sobre os pecuaristas, mas a valorização da arroba ainda depende da demanda externa e do consumo interno.

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Desempenho regional da arroba do boi gordo

Em 20 de março, os preços da arroba a prazo nas principais praças do Brasil foram:

  • São Paulo (SP): R$ 315 (+1,61%)
  • Goiânia (GO): R$ 305 (+3,39%)
  • Uberaba (MG): R$ 310 (+5,08%)
  • Dourados (MS): R$ 310 (+5,08%)
  • Cuiabá (MT): R$ 300 (estável)
  • Vilhena (RO): R$ 270 (+1,89%)

A valorização da arroba foi impulsionada por uma oferta mais restrita, já que pecuaristas seguraram os animais aguardando melhores preços. No entanto, algumas regiões registraram estabilidade ou queda marginal devido a um leve ajuste de demanda.


Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina in natura somaram 45,82 mil toneladas na terceira semana de março, apresentando uma queda de 19,53% em relação à semana anterior. Apesar disso, o total projetado para o mês é de 238,66 mil toneladas, um crescimento de 43,53% frente a março de 2024.

Principais destaques:

  • O preço médio por tonelada registrou um leve aumento de 0,25%, alcançando US$ 4,88 mil/t.
  • A receita acumulada até o momento é de US$ 797,06 milhões, crescimento de 62,82% na comparação anual.
  • A demanda da China segue como fator determinante para o volume exportado, mas novos mercados vêm ganhando destaque, como os EUA e países do Oriente Médio.

Especialistas apontam que a recuperação econômica global pode fortalecer ainda mais o setor exportador, garantindo preços firmes para a arroba do boi gordo.


Expectativas para a arroba do boi gordo no segundo semestre

De acordo com Wagner Yanaguizawa, analista do Rabobank, a valorização do boi gordo estará atrelada à demanda interna e ao custo da produção. Ele projeta que os preços fiquem entre R$ 320 e R$ 330 no fim de 2025.

Fatores que podem influenciar os preços:

  • Redução dos rebanhos nos EUA, Europa e China, aumentando a demanda por importação.
  • Menor oferta de bovinos no Brasil após recorde de produção em 2024.
  • Aumento da competitividade das carnes suína e de frango, impactando o consumo da carne bovina.
  • Variações cambiais e acordos comerciais internacionais, que podem abrir novas oportunidades para a pecuária brasileira.

A tendência de mercado sugere que o preço da arroba pode encontrar um novo equilíbrio nos próximos meses. Apesar das incertezas globais, o setor se mantém otimista quanto à valorização da carne bovina.


O impacto do consumo doméstico na valorização do boi gordo

Embora as exportações sejam essenciais para o setor pecuário, o consumo interno ainda representa uma parcela significativa da demanda por carne bovina. Com a retomada gradual da economia brasileira, espera-se um fortalecimento do poder de compra da população, o que pode impactar positivamente os preços da arroba do boi gordo.

Entretanto, o alto custo da carne bovina em comparação com outras proteínas, como frango e suíno, pode limitar esse crescimento. Estratégias comerciais, promoções e o fortalecimento de nichos de mercado, como carnes premium e orgânicas, podem ser alternativas viáveis para garantir um equilíbrio entre oferta e demanda.


Conclusão

O mercado do boi gordo segue em ascensão, impulsionado por fatores como a retenção de oferta, exportações em alta e oscilações nos custos de produção. O segundo semestre promete desafios e oportunidades, exigindo atenção dos pecuaristas às tendências de preço e consumo.

A valorização da arroba dependerá de múltiplos fatores, incluindo o desempenho das exportações, a demanda interna e as condições macroeconômicas globais. Acompanhar os movimentos do mercado e adotar estratégias adequadas pode ser decisivo para maximizar os ganhos no setor pecuário.

Imagem principal: Depositphotos.


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