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Boi gordo: Onde a arroba já vale R$ 305?

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O boi gordo reage com força: Arroba chega a R$ 305 em SP e exportações para o México disparam. Veja o que move o mercado agora.

Para Quem Tem Pressa

O mercado do boi gordo voltou a brilhar: preços firmes, demanda em alta e oferta curta impulsionam a valorização em diversas regiões. Em São Paulo, a arroba já atinge R$ 305, com destaque também para exportações em disparada — principalmente para o México. E ainda tem o Dia dos Pais para esquentar o cenário. Tudo isso com o Brasil mantendo seu posto de líder mundial na exportação de carne bovina.


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Alta no boi gordo: Cenário de recuperação e otimismo

O mês de agosto começou com um novo ânimo no mercado do boi gordo. Após semanas de apreensão provocadas pelo tarifaço norte-americano, a arroba voltou a ganhar força em praças importantes. A valorização tem fundamentos sólidos: oferta restrita, demanda aquecida — tanto interna quanto externa — e a influência do calendário, com o Dia dos Pais no horizonte.

Boi-China lidera as cotações em São Paulo

Segundo dados da Scot Consultoria, o boi sem padrão de exportação está cotado a R$ 300/@, enquanto o boi-China alcança R$ 305/@. As fêmeas também acompanham o movimento de alta:

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  • Vaca: R$ 275/@
  • Novilha: R$ 282/@

Não é só especulação: a postura firme dos pecuaristas, que seguram as boiadas em vez de venderem abaixo do esperado, ajuda a sustentar o preço.


10 Estados com arroba em alta: Veja a lista

A Agrifatto mapeou valorização nas seguintes regiões:
São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Tocantins.

Nos demais Estados — como Acre, Bahia, Maranhão e Rondônia — os preços estão estáveis, mas com viés altista caso a demanda persista.

💡 Curiosidade: as escalas de abate estão, em média, com apenas sete dias úteis. Ou seja, boiada pronta é artigo raro.


México surpreende e vira parceiro estratégico

Com os EUA dificultando o comércio, o México virou a estrela da vez. As exportações brasileiras para o país cresceram 420% no 1º semestre, saltando de 3,1 mil para 16,1 mil toneladas.

A diversificação geográfica é essencial para manter o ritmo do agronegócio. Afinal, quando um fecha a porta (oi, Trump), o outro escancara a janela.


Preços firmes no atacado e expectativa de alta

A carcaça bovina mostra firmeza nos preços:

  • Traseiro: R$ 22,40/kg
  • Dianteiro: R$ 17,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,00/kg

Com os salários entrando no início do mês e o Dia dos Pais se aproximando, o consumo interno deve reagir — reforçando o movimento de alta.


Brasil: Potência mundial da carne bovina

Mesmo com obstáculos comerciais, o Brasil não perde o protagonismo. De acordo com o Beef Report 2025:

  • 21% das exportações globais são brasileiras
  • 2,89 milhões de toneladas exportadas em 2024
  • US$ 12,8 bilhões em faturamento
  • 8,8 milhões de animais confinados
  • R$ 987,36 bilhões movimentados (8,4% do PIB)

Além disso, a produtividade das pastagens aumentou 70% em 20 anos. Sustentabilidade e eficiência fazem parte da equação.


Conclusão: Valorização do boi gordo confirma retomada e confiança no setor

A atual valorização do boi gordo é reflexo direto de um conjunto de fatores que se alinharam positivamente, sinalizando uma fase de recuperação para a pecuária de corte no Brasil. Após um período de incertezas — especialmente em relação ao tarifaço dos Estados Unidos, que afetou momentaneamente as exportações — o mercado demonstrou resiliência e agilidade em encontrar novos caminhos, como o forte crescimento nas vendas para o México.

Internamente, a oferta enxuta de animais prontos para abate, as escalas curtas e a expectativa de aumento no consumo doméstico (impulsionado por datas sazonais como o Dia dos Pais e o pagamento dos salários) reforçam uma tendência de sustentação nos preços da arroba. O fato de os pecuaristas estarem mais estratégicos, evitando negociar em condições desfavoráveis, mostra maturidade e maior controle sobre a comercialização.

Os dados também evidenciam a força estrutural do Brasil no cenário internacional, mantendo sua posição como maior exportador mundial de carne bovina. Além disso, há uma evolução importante nos índices de produtividade e sustentabilidade, com destaque para o aumento do número de animais confinados e o uso mais eficiente das pastagens.

Ou seja, estamos diante de um mercado que não apenas se recupera, mas que também se adapta, se diversifica e se fortalece diante de desafios externos. Para o pecuarista, o momento exige atenção às oportunidades de comercialização e cautela nas decisões de venda. Já para os investidores e analistas do agronegócio, o cenário reforça a resiliência e competitividade da cadeia bovina brasileira, mesmo em um ambiente geopolítico turbulento.

Em resumo: o boi gordo está valorizado, o mercado está firme, e o Brasil segue na liderança. Agora é acompanhar os próximos movimentos com inteligência e estratégia — afinal, o campo não para, e os preços também não.

Imagem principal: Depositphotos.


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