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Mercado do boi gordo: Futuro indica alta, físico ainda despenca

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O mercado do boi gordo mostra queda no físico, mas otimismo nos contratos futuros e opções. Entenda os sinais de recuperação e os riscos.

Para quem tem pressa:

O mercado do boi gordo vive um momento de tensão: enquanto o preço da arroba no físico desaba — impactado pela tarifa de 50% imposta pelos EUA — os mercados futuro e de opções apostam numa virada nos próximos meses. E, sim, a esperança agora vem da Ásia, do Dia dos Pais… e dos traders.


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Por que o físico está em queda?

O mercado do boi gordo no físico está sentindo o baque. Em 28 de julho de 2025, o preço da arroba estava em R$ 292,65 segundo o CEPEA, com queda de -7,80% no mês. A principal razão? O tarifão de 50% aplicado pelos EUA, que reduziu drasticamente a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.

Segundo a Abiec, mais de 30 mil toneladas de carne ficaram paradas nos portos, e o prejuízo potencial chega a US$ 160 milhões. Os preços médios variam regionalmente, com São Paulo registrando R$ 294,78/@ e Mato Grosso R$ 290,14/@ (Scot Consultoria).

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A pressão sobre os frigoríficos também ajuda a empurrar os preços para baixo. Em palavras mais diretas: o produtor está pagando o pato — ou melhor, o boi.

O que diz o mercado futuro?

Já o mercado futuro parece olhar o horizonte com mais otimismo. Na B3, os preços para os próximos meses estão acima do mercado físico:

Agosto/2025: R$ 312,00/@

Setembro/2025: R$ 320,55/@

Outubro/2025: R$ 328,10/@

Esse cenário sugere uma possível recuperação, amparada por datas comemorativas (como o Dia dos Pais), exportações para a Ásia e até estímulos internos como o 13º salário. Com o dólar acima de R$ 5,59, exportar também volta a ser uma tentação — ou uma salvação.

A explosão nas opções de compra

O que mais chamou atenção no fim de julho foi o recorde de negociações com opções de compra na B3. Um gráfico divulgado por @cartapecuaria mostra que o número líquido de calls (apostas de alta) disparou, com a média de 3 meses superando 2024.

O que isso significa?

Que o mercado institucional — aqueles que jogam pesado — está apostando que o preço vai subir. E não é pouca coisa: a curva do otimismo está tão forte que parece querer puxar o físico pelos chifres.

Físico vs Futuro: Quem está certo?

Como bem brincou um analista no X: “parece briga de casal”. O mercado do boi gordo está rachado entre presente e futuro.

Nos comentários das postagens, muitos defendem que o futuro é mais confiável, pois “é ali que as fazendas residem”. Outros lembram que, enquanto os americanos pagam caro, o Brasil segue empurrando o preço para baixo para salvar a margem dos frigoríficos.

A verdade? Talvez ambos tenham razão. O físico mostra o agora — feio, desvalorizado e pressionado. O futuro aponta uma esperança, mas depende de vários fatores se concretizarem.

O que pode mudar o jogo?

Exportações para a Ásia: Se a China e outros países asiáticos aumentarem compras, o alívio vem.

Redução da oferta: Menos fêmeas no abate pode puxar os preços para cima.

Demanda interna: Datas comemorativas, 13º e empregos temporários podem aquecer o consumo.

Câmbio: Um dólar forte (como agora) favorece as vendas externas.

E os riscos?

A tarifa dos EUA continua. E pode durar.

O frango está mais barato e competitivo, o que freia a carne bovina no varejo.

A instabilidade do mercado ainda é alta, e traders podem mudar de humor mais rápido que o tempo em Goiás.

Conclusão: Esperança tem prazo de validade?

O mercado do boi gordo está dividido. O presente é duro, com preços em queda e prejuízo à vista. Mas o futuro… esse parece sorrir para quem consegue esperar e especular. A recuperação pode vir, sim — mas o produtor precisa estar vivo (e capitalizado) até lá.

Se o boi estiver gordo, o mercado ainda está magro — mas, quem sabe, voltando a engordar.

Fonte: CEPEA – Boi Gordo / @cartapecuaria – Twitter

Imagem principal: Depositphotos.


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