pecuária
A Bicheira do Novo Mundo na pecuária não é uma infecção contagiosa que se espalha pelo rebanho, mas uma infestação parasitária que atinge animais individualmente. Autoridades sanitárias reforçam vigilância, controle de transporte e uso de moscas estéreis para evitar prejuízos econômicos e conter possíveis surtos.
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A Bicheira do Novo Mundo na pecuária voltou ao centro do debate sanitário internacional após o reforço de medidas preventivas por autoridades dos Estados Unidos e do México. Apesar do nome alarmante, especialistas esclarecem um ponto essencial: trata-se de uma infestação parasitária, e não de uma infecção capaz de comprometer automaticamente todo o rebanho.
Essa diferenciação muda completamente a estratégia de controle, reduz impactos econômicos e evita decisões extremas, como bloqueios totais de propriedades.
O alerta foi reforçado pelo médico-veterinário Dr. Adis Dijab, administrador associado adjunto dos serviços veterinários do Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS), durante reunião do comitê de saúde e bem-estar bovino na CattleCon.
Segundo ele, a Bicheira do Novo Mundo na pecuária atinge animais específicos, geralmente a partir de ferimentos, e não se espalha de forma sistêmica entre todos os bovinos de uma fazenda.
👉 Na prática, isso significa:
Caso a praga atravesse fronteiras, as autoridades sanitárias devem priorizar:
Esse modelo evita paralisações prolongadas e reduz perdas financeiras, desde que o produtor colabore com os protocolos oficiais.
A Bicheira do Novo Mundo na pecuária é causada por uma mosca parasita cujas larvas se alimentam de tecido vivo, aumentando o risco de:
Dados do COPEG indicam que, no México, ferimentos umbilicais são a principal porta de entrada, seguidos por cortes, picadas e outras lesões — um lembrete claro de que manejo sanitário não é detalhe.
O padrão recente de avanço da praga indica que o principal vetor não é o voo da mosca, mas sim o transporte irregular de animais.
Diante disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) iniciou a dispersão preventiva de moscas estéreis no sudeste do Texas para bloquear qualquer tentativa de avanço.
A Técnica do Inseto Estéril continua sendo o pilar do controle da Bicheira do Novo Mundo na pecuária.
👉 Meta combinada: 500 milhões de moscas estéreis por semana, número semelhante ao usado nas campanhas de erradicação dos anos 1990.
A estratégia sanitária se baseia em três pilares:
O sistema conta ainda com 400 veterinários federais e estaduais treinados. Desde junho:
Mesmo assim, a maior preocupação segue sendo a fauna silvestre, que pode atuar como hospedeira e dificultar o controle.
O reforço das medidas deixa um recado claro: prevenção custa menos que correção.
A Bicheira do Novo Mundo na pecuária não provoca perdas automáticas em larga escala, mas falhas no manejo, no transporte e na vigilância podem acelerar sua disseminação e elevar drasticamente os custos sanitários.
Para o produtor, o caminho é direto:
Porque, na pecuária moderna, ignorar um detalhe sanitário pode sair mais caro do que qualquer insumo — e a mosca não perdoa descuido.
Imagem principal: Depositphotos.
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