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Bezerro e Boi Gordo: Até Onde Vale a Pena Investir?

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Bezerro e Boi Gordo: Até Onde Vale a Pena Investir? Descubra o Ágio Ideal para Garantir Lucros no Mercado Pecuário!

O mercado pecuário brasileiro tem vivido intensas variações nos preços da arroba do boi gordo e do bezerro, influenciadas por fatores como oferta, demanda e ciclos de produção. Desde junho, até o final de outubro, o preço da arroba do boi gordo em São Paulo apresentou uma valorização expressiva de 42,8%, enquanto o bezerro de desmama teve um aumento mais moderado, de 23,9%.

Essa dinâmica trouxe oportunidades e desafios para recriadores e invernistas, principalmente no momento de decidir o quanto pagar pelo bezerro para reposição. Vamos explorar os conceitos de ágio, deságio e os fatores determinantes para a tomada de decisões nesse mercado.


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Veja também: Preço do Bezerro Bate Recorde e Deve Subir Mais em 2025

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O que é o Ágio no Mercado Pecuário?

No setor pecuário, o ágio representa o valor adicional pago pela arroba de um bovino de reposição em relação à arroba do boi gordo. Por outro lado, o deságio ocorre quando o preço da reposição é menor do que o do boi gordo.

Ágio alto: Indica que o preço do bezerro está elevado em relação ao boi gordo, tornando a relação de troca menos atrativa.

Ágio baixo: Beneficia quem compra reposição, já que o custo para adquirir o bezerro é mais competitivo.

Para recriadores e invernistas, o ideal é adquirir bezerros com o menor ágio possível, considerando os ciclos de preços da pecuária e as expectativas de valorização da arroba do boi gordo ao longo do tempo.

Fatores Influentes no Ágio

Oferta e Demanda de Bezerros:

Durante períodos de maior abate de fêmeas, há uma redução na oferta de bezerros, elevando o ágio. Nos últimos anos (2022-2024), a participação de fêmeas no abate atingiu níveis de até 45%, o que pode impactar a disponibilidade de bezerros em 2025 e 2026.

Condições Climáticas:

A chegada das chuvas, como observado no segundo semestre, estimula a pastagem e melhora as condições para reposição, o que pode sustentar os preços do bezerro e do boi gordo.

Ciclo Pecuário:

O ciclo de preços é fortemente influenciado pela participação de fêmeas no abate. Mais fêmeas abatidas geralmente significam uma oferta futura reduzida de bezerros, elevando o ágio.

Histórico do Ágio e Decisões de Compra

Entre 2000 e 2024, o ágio médio para a reposição de bezerros foi de 25,6%, enquanto nos últimos dez anos (2014-2024), essa média subiu para 33,0%.

Ágio até 33%: Associado a melhores margens brutas para recriadores e invernistas.

Ágio acima de 40%: Historicamente, representa maior risco de retorno negativo, especialmente durante períodos de alta intensa nos preços dos bezerros.

Nos últimos anos, as mudanças no mercado indicam que o ágio “aceitável” está em torno de 33%, reduzindo as chances de prejuízo e aumentando a segurança nas margens de lucro.

Perspectivas para o Futuro

Com a expectativa de preços firmes para o boi gordo e menor oferta de bezerros nos próximos anos, a tendência é de um ágio mais elevado no futuro. Por isso, o momento atual pode ser uma oportunidade interessante para adquirir reposição a preços ainda competitivos.

Conclusão

A decisão de quanto pagar pelo bezerro deve considerar não apenas o preço atual, mas também o ciclo pecuário, a qualidade da reposição e a perspectiva de mercado. Ágios mais baixos, especialmente dentro da faixa histórica de 33%, oferecem maior segurança para o recriador.

A chave para o sucesso na pecuária de corte está na análise detalhada do mercado, no planejamento estratégico e no investimento em sistemas produtivos eficientes, com foco na pastagem e no manejo sustentável. Dessa forma, é possível aproveitar as oportunidades sem comprometer a rentabilidade futura.

Imagem principal: Depositphotos.


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