Axolote – Conheça o anfíbio exótico do México
Para quem tem pressa
O axolote (Ambystoma mexicanum) é um anfíbio mexicano raro, conhecido por seu visual curioso, facilidade de cuidados em aquário e incrível capacidade de regeneração. Neste artigo, você vai entender suas características, cores, alimentação, habitat e cuidados essenciais para mantê-lo saudável.
O que é o axolote?
Entre os anfíbios, o axolote se destaca por uma particularidade: ele permanece a vida inteira em estado larval. Diferente de outras salamandras, não passa pela metamorfose completa, mas consegue se reproduzir mesmo nessa forma. Foi descrito pela primeira vez no século XIX pelo naturalista Alexander von Humboldt, quando trouxe exemplares para a Europa.
Um axolote adulto mede entre 23 e 28 cm, podendo alguns atingir 40 cm. Seu corpo alongado, cauda de leme e a expressão que lembra um “sorriso” permanente fazem desse animal uma figura cativante.
Características únicas do axolote
Essa espécie possui olhos escuros, braços delicados e guelras externas ramificadas, que conferem sua aparência peculiar. Além da diversidade de cores – do preto ao albino dourado –, destaca-se por algo ainda mais surpreendente: a capacidade de regenerar membros, guelras e até partes de órgãos vitais.
O dimorfismo sexual pode ser observado pela cloaca: mais saliente nos machos e plana nas fêmeas.
Cores do axolote
O axolote selvagem tem coloração preta ou cinza-escura, mas a reprodução em cativeiro trouxe variações como albinos, dourados, arlequins e até exemplares translúcidos (xânticos). Essas cores exóticas o tornam um dos anfíbios mais procurados para aquários ornamentais.
Axolote: animal sagrado para os astecas
O nome “axolote” vem do náuatle, língua asteca: “atl” (água) e “xolotl” (deus da metamorfose e do submundo). Traduzido, significa “monstro da água”. Originário dos lagos Xochimilco e Chalco, no México, o anfíbio foi considerado sagrado e até consumido como alimento.
Hoje, a espécie está ameaçada, restando poucos indivíduos em habitat natural. Sua preferência é por águas frias e oxigenadas, vivendo no fundo dos lagos e sendo mais ativo à noite.
Alimentação do axolote
No ambiente natural, essa espécie é um predador paciente. Alimenta-se de pequenos crustáceos, larvas de insetos, vermes e até peixinhos. Em aquários, pode ser nutrido com minhocas, larvas de mosquito e outros invertebrados. Jovens precisam de comida diariamente, enquanto adultos podem ser alimentados duas vezes por semana.
Como criar um axolote no aquário
Para manter ele saudável, a água deve estar entre 12 °C e 20 °C, com pH levemente alcalino (7 a 7,5). Temperaturas acima de 24 °C causam estresse e doenças fatais.
Outros cuidados:
- Fundo com areia fina (1–3 mm).
- Filtros externos para oxigenação.
- Baixa iluminação.
- Espaço de 50 a 80 litros por indivíduo.
- Plantas resistentes como musgo de Java e elódea.
Apesar de regenerar membros, não deve conviver com peixes agressivos, que podem atacá-lo.
Doenças do axolote
Mesmo resistentes, esses peixes sofrem com:
- Temperaturas elevadas e estresse.
- Infestações parasitárias (crustáceos das guelras, ciliados, protozoários).
- Alterações químicas na água, como excesso de amônia.
Manter a qualidade da água é essencial para prevenir problemas graves.
Idade do axolote
Com cuidados adequados, um axolote pode viver em média 15 anos. Há registros de exemplares alcançando 25 anos em aquários bem manejados.
Reprodução e ciclo de vida
O axolote possui um ciclo de vida único, permanecendo em estado larval durante toda a vida, mas mantendo a capacidade de reprodução. A reprodução ocorre na água, onde machos liberam esperma e fêmeas depositam ovos em plantas ou substratos. Cada fêmea pode colocar centenas de ovos, que eclodem em poucas semanas. Os filhotes já nascem totalmente aquáticos e começam a se alimentar de pequenos invertebrados imediatamente. Esse ciclo destaca a adaptabilidade dele reforça sua importância ecológica, pois permite a manutenção da espécie mesmo sem passar pela metamorfose completa típica de outras salamandras.
imagem: flickr

