Arroz Oceânico: A revolução que pode mudar a agricultura

Arroz Oceânico: A Revolução Genética que Pode Transformar a Agricultura Global.

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No mundo da agricultura, uma startup chamada Alora está conduzindo experimentos inovadores com engenharia genética para criar uma variedade de arroz resistente à água salgada. Esta iniciativa visa não apenas aliviar a pressão sobre a terra usada para o cultivo, mas também expandir a produção agrícola para os vastos oceanos.

Ao adotar práticas de cultivo social e ambientalmente responsáveis, a Alora está explorando o potencial das plantas e dos animais marinhos que podem sobreviver em ambientes salinos como uma solução promissora para aliviar as demandas sobre as fazendas tradicionais e os recursos de água doce. Com sede no Canadá, a Alora foi fundada em 2019 por dois empreendedores visionários: Luke Young e Rory Hornby.

O diferencial da Alora reside no uso da engenharia genética, uma abordagem pioneira que visa “ativar” a resistência à salinidade em plantas que normalmente não sobreviveriam em locais com alto teor de sal. Seu principal foco inicial é o desenvolvimento de uma variedade de arroz conhecida como “salt-friendly”.

O arroz desempenha um papel fundamental na alimentação de metade da população global, cerca de 3,9 bilhões de pessoas, mas é altamente sensível ao sal. Transferir o cultivo de arroz para ambientes marinhos não apenas aumentaria a produção, mas também promoveria a sustentabilidade. Além disso, em ambientes salinos, as bactérias responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa têm dificuldade em sobreviver, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

Embora outras startups estejam trabalhando no desenvolvimento de variedades de arroz mais tolerantes ao sal, a Alora obteve resultados notáveis graças à tecnologia CRISPR, uma inovação que permite a edição precisa do DNA. Isso possibilitou que as plantas da Alora suportassem níveis mais elevados de salinidade, chegando a até 16 gramas de cloreto de sódio por litro de água. A empresa está atualmente empenhada em criar arrozes ainda mais resistentes, visando soluções com 28 a 32 gramas, equivalentes à salinidade da água do mar.

A pesquisa da Alora identificou oito genes comuns a espécies adaptadas à vida em ambientes salinos, conhecidas como halófitas. No entanto, esses genes estão inativos no arroz, uma vez que ao longo de sua evolução, nunca precisou desenvolvê-los. A equipe da Alora está ativando esses genes por meio da engenharia genética para tornar o arroz mais resistente ao sal.

Com a urgência da crise climática e o crescimento populacional contínuo, a inovação desempenha um papel vital em ajudar a natureza a atender às demandas da humanidade. A Alora está fazendo sua parte, explorando o potencial do cultivo de arroz no oceano, mas suas descobertas também podem ter implicações importantes para o cultivo em terra firme.

A Alora já iniciou um projeto-piloto em Cingapura, onde cultiva arroz diretamente na superfície do oceano Índico. A empresa tem planos de expandir para a operação comercial nos próximos anos em diversos países, incluindo os Estados Unidos, Quênia, Namíbia, Madagascar, Índia e algumas nações da América do Sul, com o Brasil em seus horizontes.

Apesar de ainda estarem em estágios experimentais, os avanços da Alora têm chamado a atenção de investidores de risco. Desde sua fundação, a startup já arrecadou quase US$ 4 milhões, com o apoio de investidores como Toyota Ventures, Sustainable Oceans Alliance e Mistletoe, todos apostando na visão do arroz “salt-friendly” da Alora.

Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais do autor. Imagem principal: Depositphotos.

Douglas Carreson

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