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Armazenamento de dados em DNA: A revolução que corta custos

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O armazenamento de dados em DNA evoluiu: cientistas criam alfabeto tridimensional que dispensa o sequenciamento genético. Entenda como essa tecnologia funciona.

Para Quem Tem Pressa

Cientistas da Universidade do Arizona descobriram que o armazenamento de dados em DNA não precisa depender do lento e caro sequenciamento genético. Em vez de ler as “letras” químicas (bases nitrogenadas), a nova técnica utiliza o formato físico de nanoestruturas criadas via “origami de DNA”. Essas formas funcionam como um alfabeto tridimensional lido por sensores eletrônicos e IA, tornando o armazenamento de dados em DNA mais rápido, seguro e acessível.


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Forma e função na nova era digital

Já sabemos que uma fita cassete de DNA pode conter todas as músicas conhecidas e que também é possível fazer uma computação completa com DNA — de fato, já estamos na fase de construir os componentes de hardware para essa tecnologia. No entanto, o armazenamento de dados em DNA enfrentava um gargalo: a necessidade de ambientes “molhados” e o alto custo do sequenciamento.

Até o momento, as limitações nessas formas alternativas de computação e armazenamento ocorriam porque era preciso analisar as letras das sequências genéticas, um processo demorado. A boa notícia é que o armazenamento de dados em DNA agora pode cumprir suas promessas sem depender do sequenciamento genético tradicional.

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Gde Wisna e seus colegas da Universidade do Arizona demonstraram que é possível realizar o armazenamento de dados em DNA, computação e criptografia usando apenas o formato das moléculas, e não suas sequências de pares de bases. “Estamos demonstrando que o DNA pode ser projetado para proteger informações de maneiras novas, tratando-o como uma plataforma de informação”, afirma o professor Hao Yan.


Alfabeto tridimensional e o fim do sequenciamento

A técnica consiste em construir minúsculas estruturas de DNA com formatos diferentes. Elas funcionam como letras físicas de um alfabeto, onde cada forma carrega uma informação específica para o armazenamento de dados em DNA. Em vez de “ler” o código químico, as nanoestruturas passam por um sensor microscópico que identifica seus formatos.

Um software de aprendizado de máquina registra os sinais elétricos e traduz tudo para palavras legíveis. Os pesquisadores projetaram essas estruturas usando o chamado “origami de DNA”, criando figuras bi e tridimensionais. Ou seja, no armazenamento de dados em DNA, a informação é codificada no padrão físico dessas estruturas em nanoescala.

Isso cria um código molecular difícil de interpretar sem as ferramentas corretas — uma ironia inteligente, já que estamos usando a base da vida para criar um cofre digital quase inexpugnável. Para demonstrar o potencial, a equipe usou a plataforma para proteger informações via criptografia.

Essa abordagem amplia o número de códigos moleculares possíveis, dificultando decodificações não autorizadas. O armazenamento de dados em DNA permite que os dados sejam compactados em estruturas 3D, adicionando complexidade e segurança. “Este é um exemplo excelente da interseção entre semicondutores e biologia”, conclui Wang. O futuro do armazenamento de dados em DNA é, literalmente, uma questão de forma.


A conclusão para este avanço tecnológico pode ser sintetizada da seguinte forma:


Conclusão: O Futuro é Físico, não Apenas Químico

A descoberta da Universidade do Arizona marca um ponto de inflexão no armazenamento de dados em DNA. Ao abandonar a dependência do sequenciamento genético tradicional — que é lento, caro e exige laboratórios complexos — e adotar o origami de DNA como um alfabeto tátil e tridimensional, a ciência remove a principal barreira para a comercialização dessa tecnologia.

Não estamos mais falando apenas de biologia, mas de uma nova categoria de nanotecnologia computacional. O uso de formas físicas para codificar informações, validadas por inteligência artificial, transforma o DNA em um “disco rígido” biológico prático, extremamente denso e virtualmente impenetrável. Essa convergência entre semicondutores e biologia molecular não só promete resolver a crise global de armazenamento de dados, como redefine o que entendemos por segurança digital na era da informação.

Imagem principal: Gde Wisna et al. – 10.1038/s41467-025-66338-y


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