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Agricultura de baixo carbono: Brasil lidera descarbonização

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O Brasil está em um processo acelerado de transição para uma agricultura de baixo carbono, mas o reconhecimento internacional ainda é limitado.

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O país é o único entre as nações megadiversas a preservar dois terços de seu território em forma de vegetação nativa, de acordo com dados da Embrapa confirmados pela Nasa. Além disso, o Brasil desempenha um papel fundamental na produção agropecuária global, sendo o terceiro maior produtor de alimentos e o segundo maior exportador, segundo a FAO em 2021.

O território preservado no Brasil corresponde a 564,2 milhões de hectares, equivalente a 43 países europeus. Metade dessa área está em propriedades privadas, enquanto 227 milhões de hectares são destinados a Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e excedente de vegetação nos imóveis rurais.

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A agricultura tropical brasileira tem a pesquisa e a ciência enraizadas em seu DNA, resultado de investimentos significativos e do empreendedorismo dos imigrantes europeus que migraram da Região Sul do Brasil e contribuíram para o desenvolvimento da produção agrícola no Cerrado, impulsionando a produtividade em outras regiões e consolidando o país como uma potência agrícola tropical.

A preservação ambiental representa um custo considerável, estimado em expressivos R$ 3 trilhões, equivalente a US$ 600 bilhões na cotação atual, de acordo com cálculos da Embrapa. Esse valor corresponde a aproximadamente 30% do PIB brasileiro em 2022, conforme dados do IBGE. O Código Florestal Brasileiro, que é a legislação ambiental mais rigorosa do mundo para propriedades privadas, reflete esse custo. Portanto, se fosse atribuído um valor aos serviços ecológicos e à fixação de carbono no Brasil, esse valor seria de R$ 3 trilhões.

Além disso, a produção de alimentos no Brasil, incluindo a soja, é reconhecida internacionalmente pela adoção de práticas sustentáveis que preservam os solos, rios e aquíferos. Exemplos notáveis incluem o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio e a conversão de 17,4 milhões de hectares de pastagens degradadas em florestas, pecuária e agricultura de alto rendimento, de acordo com a Rede ILPF em 2020.

O Brasil também é líder mundial na adoção de bioinsumos, conforme relatório da McKinsey em 2023. Um estudo encomendado pelo Ministério da Agricultura constatou que, de 2010 a 2020, o Brasil mitigou a emissão de 170 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Todos esses esforços contribuem para que o Brasil tenha um balanço negativo de carbono. Contrariando a narrativa difundida por ONGs na Europa e ocasionalmente repetida por líderes políticos do continente, a agropecuária brasileira, incluindo a produção de soja, milho e bovinos, é realizada de forma sustentável e descarbonizante.

Um estudo conduzido pela Delta CO2, sob a coordenação do professor e pesquisador Eduardo Cerri da Esalq/USP, analisou a pegada de carbono em 17 propriedades rurais representativas em Mato Grosso, o principal estado produtor de grãos do Brasil. Os resultados revelaram que a soja, cultivada seguindo práticas sustentáveis nessas propriedades, fixou 1,67 toneladas de carbono por hectare.

Um estudo semelhante realizado pela Fundação Solidaridad em 50 fazendas representativas na região do MATOPIBA (cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) mostrou variações entre os estados, com uma fixação de 0,59 toneladas de carbono por hectare.

No entanto, as metodologias estabelecidas pelos europeus para o cálculo dos créditos de carbono apresentam duas grandes falhas. A primeira é que o estoque de carbono em Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais não é valorizado. Isso demonstra uma indiferença em relação ao ativo florestal nas propriedades brasileiras.

A segunda falha é que não importa se o Brasil vem adotando boas práticas há décadas, o que nos torna uma agropecuária descarbonizante atualmente. O sistema de créditos só é válido se o país conseguir aumentar ainda mais sua performance a partir de agora. Isso significa que todos os esforços anteriores não são reconhecidos. Por exemplo, produtores europeus que adotam apenas 10% das boas práticas aplicadas no Brasil já teriam direito a créditos. Isso parece justo para você?

Recentemente, a empresa multinacional Bayer anunciou a realização da primeira operação de carga exportada de grãos com sequestro de carbono em grandes propriedades rurais de Mato Grosso. No entanto, é importante ser honesto com os consumidores. Essa não foi, de fato, a primeira operação de carbono neutro no território brasileiro. A verdade é que o Brasil sempre exportou produtos como soja e milho com um balanço de carbono negativo, o que foi comprovado pelas pesquisas mencionadas anteriormente.

O cerne da questão é que as metodologias de cálculo da pegada de carbono e a determinação dos créditos, ou a necessidade de adquiri-los, não são justas e não recompensam as boas práticas. No Brasil, há projetos de lei em andamento para regular as emissões, mas não faz sentido aprová-los sem garantir uma metodologia que valorize o meio ambiente e a agropecuária brasileira, que são tesouros preciosos do país.

Pelo contrário, estamos vendo os europeus criarem regras que transformam o Brasil, o principal protagonista da descarbonização e preservação global, em um patinho feio. Essas regras acabam cerceando a soberania do país e minando sua competitividade.

Fonte: Texto gerado por ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, com contribuições e correções adicionais da Equipe Agron. Imagem principal: Depositphotos.


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