7 erros comuns ao alimentar gatos que prejudicam a saúde e que muitos tutores ainda cometem

7 erros comuns ao alimentar gatos que prejudicam a saúde e que muitos tutores ainda cometem

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Quem tem gato sabe: eles são exigentes, seletivos e, às vezes, teimosos quando o assunto é comida. Mas o que muitos tutores não percebem é que, ao tentar agradar o bichano, acabam adotando hábitos que prejudicam — e muito — a saúde do animal. Alimentar gatos parece simples, mas envolve mais ciência e atenção do que se imagina. Pequenos deslizes na rotina alimentar podem causar obesidade, doenças renais e até problemas digestivos sérios. A seguir, descubra os sete erros mais comuns cometidos por quem ama seu pet, mas ainda não entende completamente o que é melhor para ele.

Gatos: os erros alimentares mais cometidos pelos tutores

Um dos enganos mais frequentes é deixar ração disponível o tempo todo. Embora pareça prático, isso incentiva o gato a comer por tédio, não por fome. Gatos são caçadores por natureza e se beneficiam de uma rotina alimentar com horários definidos. O ideal é oferecer porções pequenas, duas a três vezes ao dia, estimulando o instinto de busca e evitando o ganho de peso.

Outro erro é misturar rações de marcas diferentes achando que “diversifica a dieta”. Cada fabricante equilibra nutrientes de forma própria; misturar pode desequilibrar as proporções de proteínas, gorduras e minerais. O resultado pode ser desde diarreia até o enfraquecimento do sistema imunológico.

Oferecer comida humana é um erro grave e perigoso

Muitos tutores acham que um pedacinho de frango, peixe ou queijo não faz mal — afinal, o gato adora. Mas é justamente aí que mora o perigo. Temperos como alho, cebola e sal são tóxicos para gatos, mesmo em pequenas quantidades. Além disso, comidas gordurosas sobrecarregam o fígado e podem causar pancreatite.

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O que poucos sabem é que até o leite, símbolo clássico do “gatinho feliz”, pode ser prejudicial. A maioria dos gatos adultos é intolerante à lactose. Oferecer leite comum pode causar desconforto intestinal, gases e diarreia. Se quiser mimar o felino, opte por petiscos específicos para gatos, formulados com nutrientes adequados.

Falta de água: o erro silencioso mais perigoso

Gatos não costumam beber muita água, e isso é um problema sério. Por natureza, eles herdaram de seus ancestrais do deserto a habilidade de sobreviver com pouca hidratação. Mas dentro de casa, sem caçar e comendo ração seca, essa característica se torna uma armadilha.

A falta de água suficiente sobrecarrega os rins, favorecendo o surgimento de cálculos renais e infecções urinárias. A dica é espalhar potes de água pela casa, usar fontes com movimento (que eles adoram) e incentivar o consumo oferecendo ração úmida uma ou duas vezes ao dia. A diferença na saúde urinária é visível em poucas semanas.

Trocar a ração sem adaptação é um erro comum

Mudar a marca ou o tipo de ração de forma brusca é um dos erros que mais irritam o sistema digestivo dos gatos. O ideal é fazer uma transição gradual de sete dias, misturando a nova ração à antiga em proporções crescentes. Essa adaptação evita vômitos, diarreia e rejeição alimentar.

Outro ponto importante: a escolha da ração deve considerar idade, peso e estilo de vida. Um gato castrado, por exemplo, precisa de menos calorias que um filhote em crescimento. Já os idosos se beneficiam de fórmulas ricas em fibras e antioxidantes. Ignorar essas diferenças é o mesmo que alimentar um atleta e um idoso com a mesma dieta — o resultado nunca será equilibrado.

Apetite seletivo ou problema de saúde?

Muitos tutores confundem birra com doença. Se o gato parar de comer subitamente, não espere que ele “enjoe e volte a comer depois”. A falta de apetite pode ser sintoma de problemas dentários, hepáticos ou renais. Em apenas 48 horas sem alimentação adequada, o fígado do gato pode entrar em colapso — uma condição chamada lipidose hepática, potencialmente fatal.

Por isso, se o gato se recusar a comer por mais de um dia, o correto é investigar. Às vezes, basta ajustar a temperatura do alimento úmido (gatos preferem comida levemente aquecida) ou trocar o pote por um de cerâmica, já que muitos rejeitam o cheiro do plástico.

Recompensas e petiscos: cuidado com o excesso

Petiscos são ótimos para criar vínculo e recompensar bons comportamentos, mas devem representar no máximo 10% da ingestão calórica diária. O excesso de snacks industrializados aumenta o risco de obesidade e desequilíbrios nutricionais.

O segredo está em escolher petiscos de boa qualidade e ricos em proteínas, preferindo versões liofilizadas ou sem corantes. Outra dica é usar porções minúsculas: para o gato, o gesto do carinho vale mais do que o tamanho do prêmio.

Cuidar da alimentação é um gesto de amor real

Mais do que um ato de nutrição, alimentar um gato é uma forma de cuidado e conexão. Quando o tutor entende o que o felino precisa — e o que deve evitar —, o reflexo é imediato: mais energia, pelagem brilhante, sono tranquilo e longevidade.

Evitar esses sete erros é um passo simples, mas poderoso, para garantir que seu gato viva mais e melhor. Afinal, eles não pedem muito: apenas um lar seguro, água fresca e comida certa. O resto, eles retribuem com ronronadas sinceras e companhia silenciosa — o tipo de amor que não precisa de palavras.


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