6 sinais comportamentais de que seu cachorro pode estar sofrendo com ansiedade no dia a dia
Você já notou seu cachorro roendo móveis, latindo sem motivo ou se escondendo quando você sai de casa? Esses comportamentos, que muitos interpretam como “birra” ou “frescura”, podem ser, na verdade, pedidos de ajuda. Assim como os humanos, os cães também sofrem de ansiedade — e, na maioria das vezes, dão sinais bem claros de que algo está errado.
Cachorro: quando o comportamento revela um pedido de socorro silencioso
A ansiedade em cachorro não é apenas uma questão de comportamento, mas uma resposta emocional a algo que causa medo, insegurança ou falta de rotina. O animal sente e reage. Às vezes, o simples ato de você pegar as chaves ou colocar os sapatos já desencadeia uma onda de estresse porque ele associa esses gestos à sua ausência.
O problema é que, quanto mais tempo esse desconforto passa despercebido, mais difícil fica controlá-lo. Por isso, identificar os primeiros sinais é fundamental para evitar que o quadro se agrave. Veja os comportamentos mais comuns que indicam ansiedade no seu melhor amigo.
1. Destruição e comportamento compulsivo
Um dos sinais mais evidentes de ansiedade em cães é a destruição de objetos. Almofadas rasgadas, sapatos mordidos e portas arranhadas não são simples “travessuras”: são tentativas de aliviar a tensão.
O ato de roer libera dopamina e endorfina, substâncias que ajudam o cão a se acalmar momentaneamente. Se o seu cachorro só destrói coisas quando está sozinho, é um forte indício de ansiedade de separação.
2. Latidos e uivos excessivos
Cães ansiosos vocalizam de forma exagerada — latem, choram ou uivam por longos períodos, principalmente quando o tutor não está por perto. É a maneira que encontram de expressar medo e buscar contato.
Além de incomodar vizinhos, esse comportamento mostra que o animal está em sofrimento. O silêncio ao seu lado e o barulho na sua ausência formam um padrão que merece atenção.
3. Lambidas e coceiras em excesso
O lamber constante das patas, barriga ou flancos é outro sinal de ansiedade. Esse comportamento repetitivo, conhecido como estereotipia, pode levar até a feridas na pele.
Quando o cachorro lambe sem parar, ele tenta se acalmar — é o mesmo mecanismo de quem rói as unhas quando está nervoso. Se você já descartou causas médicas, como alergias ou pulgas, a origem provavelmente é emocional.
4. Falta de apetite ou comer demais
Mudanças no apetite também revelam desequilíbrio emocional. Alguns cães param de comer por estresse; outros, ao contrário, devoram a comida rapidamente ou passam a pedir alimento o tempo todo.
O que está por trás disso é o desequilíbrio hormonal causado pela ansiedade. É como se o organismo perdesse o controle sobre a sensação de saciedade. Observar esse padrão ajuda a perceber quando algo não vai bem.
5. Hiperatividade e inquietação constante
O cachorro ansioso raramente relaxa. Ele anda de um lado para o outro, late para sons inexistentes e reage a qualquer movimento. Mesmo cansado, parece incapaz de descansar.
Essa agitação constante é sinal de excesso de energia acumulada e de falta de estímulos adequados. Cães que não passeiam o suficiente ou vivem em ambientes muito restritos são os mais propensos a desenvolver esse comportamento.
6. Urinar em locais errados e tremores
Fazer xixi fora do lugar ou dentro de casa, mesmo após adestramento, é outro sintoma clássico de ansiedade. Não se trata de “vingança”, como muitos acreditam — é perda momentânea de controle, gerada pelo medo.
Alguns cães também tremem, bocejam em excesso ou tentam se esconder durante situações que geram desconforto, como trovões, fogos de artifício ou visitas. Esses gestos mostram claramente que o animal está tentando lidar com algo que o assusta.
O que causa a ansiedade canina
A origem da ansiedade em cães pode estar em fatores variados. Falta de rotina, mudanças bruscas no ambiente, ausência prolongada do tutor, traumas anteriores ou falta de estímulos mentais estão entre os principais gatilhos.
Raças mais inteligentes e energéticas, como border collie, labrador e pastor alemão, tendem a desenvolver o problema com mais facilidade se não tiverem atividades físicas e mentais suficientes.
O ideal é manter horários fixos para alimentação, passeios e brincadeiras. A previsibilidade traz segurança e ajuda o cão a entender o que esperar do dia a dia.
Como ajudar o cachorro a controlar a ansiedade
Criar um ambiente tranquilo é o primeiro passo. Estabeleça uma rotina estável, com tempo para brincar, gastar energia e descansar. Brinquedos interativos, como aqueles que liberam petiscos, ajudam a distrair e a canalizar a energia de forma positiva.
Evite despedidas longas e dramáticas ao sair de casa — isso reforça a insegurança. Saia com naturalidade e, ao retornar, espere alguns minutos antes de fazer festa. Esse comportamento mostra ao cão que sua ausência é algo normal.
Também é essencial oferecer carinho, mas sem exagero. O afeto deve ser equilibrado, para que o animal aprenda a se sentir bem mesmo sozinho. Se os sintomas persistirem, vale consultar um veterinário comportamentalista.
Um olhar mais atento muda tudo
Mais do que corrigir comportamentos, entender a ansiedade do cachorro é um gesto de empatia. Ele não fala, mas comunica tudo com o corpo e com os olhos. Cada arranhão, cada latido, cada olhar triste é uma forma de pedir ajuda.
Com atenção e rotina, é possível devolver equilíbrio e alegria ao seu companheiro. No fim das contas, cuidar da saúde emocional dele é uma das formas mais sinceras de amor que um tutor pode oferecer.
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