6 doenças do gado de corte mais comuns e como preveni-las
A pecuária de corte desempenha um papel fundamental na economia agropecuária, mas o sucesso da produção depende de diversos fatores, incluindo a sanidade do rebanho. As doenças do gado podem comprometer não apenas o desempenho dos animais, mas também afetar a rentabilidade da atividade, aumentando os custos com tratamentos veterinários e reduzindo o ganho de peso e a qualidade da carne.
Para evitar prejuízos e garantir uma produção eficiente, é essencial conhecer as principais doenças que afetam o gado de corte e adotar estratégias preventivas eficazes.
1. Febre aftosa
A febre aftosa é uma das doenças mais temidas na pecuária, pois é altamente contagiosa e pode se espalhar rapidamente entre os animais. Ela causa febre, salivação excessiva e lesões nas patas e na boca, dificultando a alimentação e reduzindo o ganho de peso.
Como prevenir?
- Vacinação obrigatória, conforme o calendário sanitário nacional.
- Controle rigoroso do trânsito de animais entre propriedades.
- Desinfecção de equipamentos e instalações pecuárias.
2. Clostridioses (Carbúnculo sintomático e Botulismo)
As clostridioses são causadas por bactérias do gênero Clostridium, que vivem no solo e podem infectar o gado através de feridas ou da ingestão de alimentos contaminados. Entre as mais comuns, estão:
- Carbúnculo sintomático (mal-do-caroço): causa febre, inchaços dolorosos e morte súbita.
- Botulismo: provoca paralisia progressiva, podendo levar o animal à morte.
Como prevenir?
- Vacinação do rebanho, especialmente em áreas de risco.
- Fornecimento de alimentação de qualidade, evitando restos de carcaças ou silagens contaminadas.
- Manutenção da higiene das instalações.
3. Doenças do gado de corte: Brucelose
A brucelose é uma doença bacteriana que afeta a reprodução do gado, causando abortos, retenção de placenta e infertilidade. Além disso, é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para humanos através do contato com animais infectados ou do consumo de leite não pasteurizado.
Como prevenir?
- Vacinação obrigatória de fêmeas entre 3 e 8 meses de idade.
- Testes sorológicos periódicos no rebanho.
- Eliminação adequada de animais infectados.
4. Tristeza parasitária bovina (TPB)
A tristeza parasitária bovina é um conjunto de doenças transmitidas por carrapatos e outros vetores, incluindo a babesiose e a anaplasmose. Os sintomas incluem febre alta, anemia, icterícia e fraqueza extrema.
Como prevenir?
- Controle rigoroso de carrapatos com produtos antiparasitários.
- Vacinação contra babesiose e anaplasmose em regiões endêmicas.
- Evitar o estresse do gado, pois pode agravar os sintomas da doença.
5. Verminoses: parasitas causando as doenças do gado de corte
As verminoses são causadas por parasitas internos, como vermes gastrointestinais, que afetam a absorção de nutrientes e reduzem o ganho de peso. Os principais sintomas incluem diarreia, emagrecimento e fraqueza.
Como prevenir?
- Programas de vermifugação periódicos.
- Rotação de pastagens para reduzir a contaminação do solo.
- Suplementação alimentar para fortalecer o sistema imunológico dos animais.
6. Pneumonia bovina
A pneumonia pode ser causada por vírus, bactérias ou condições ambientais adversas, como mudanças bruscas de temperatura e excesso de poeira. O problema afeta especialmente bezerros, comprometendo o desenvolvimento dos animais.
Como prevenir?
- Fornecimento de abrigo adequado contra frio e umidade.
- Vacinação contra agentes causadores da pneumonia.
- Manutenção da higiene no ambiente de criação.
Importância da biossegurança na prevenção das doenças do gado de corte
Além da vacinação e dos manejos preventivos específicos, a implementação de medidas de biossegurança é essencial para evitar a introdução e disseminação de doenças no rebanho. Algumas práticas incluem:
- Controle da entrada de pessoas e veículos na propriedade.
- Quarentena para novos animais antes da introdução no rebanho.
- Monitoramento contínuo da saúde do gado, com exames veterinários periódicos.
As doenças do gado podem causar prejuízos significativos para a pecuária de corte, afetando a produtividade e a qualidade da carne. No entanto, com prevenção adequada, vacinação em dia e boas práticas de manejo, é possível manter um rebanho saudável e garantir uma produção eficiente.
Investir na saúde dos animais não é apenas uma obrigação sanitária, mas uma estratégia essencial para o sucesso da pecuária. Fique atento ao bem-estar do seu rebanho e adote medidas preventivas para evitar perdas e maximizar a rentabilidade da produção!
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