Foto: Acervo Instituto Butantã
A Cobra Coral é conhecida por sua aparência marcante e pelos padrões de cores que a tornam facilmente reconhecível. No entanto, há uma diferença crucial entre a Cobra Coral verdadeira, venenosa, e a falsa, inofensiva, o que pode gerar confusão e até medo injustificado.
A Cobra Coral verdadeira é comum em florestas tropicais e subtropicais, como a Amazônia, Mata Atlântica, e regiões de Cerrado, onde há umidade e grande cobertura vegetal. Algumas espécies também vivem em áreas mais abertas e de vegetação rasteira, incluindo cerrados e savanas, onde conseguem se camuflar no solo.
Há várias espécies de “falsa-coral” na América do Sul, como a falsa-Coral Serrana, encontrada na Argentina, Sul e Sudeste do Brasil, e no Uruguai. A falsa-coral Amazônica pode ser vista em Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e regiões sul e sudeste do Brasil, enquanto a falsa-coral-nariguda é vista na Argentina, Brasil e Uruguai.
Existem características específicas que ajudam a distinguir a Cobra Coral verdadeira da falsa, e saber essas diferenças é importante para evitar acidentes e desmistificar a relação com esses animais.
A principal diferença entre a Cobra Coral verdadeira e a falsa está na disposição das faixas coloridas ao longo do corpo. Na maioria das verdadeiras, as faixas seguem a sequência: vermelho, preto e amarelo, com o preto sempre entre o vermelho e o amarelo. Já a falsa apresenta uma sequência irregular, onde o vermelho e o amarelo costumam ficar juntos, sem o preto separando-os.
A Cobra Coral verdadeira tende a ser menor e mais delgada do que a falsa. Ela geralmente não ultrapassa 1 metro de comprimento, enquanto a falsa pode chegar a até 1,5 metros, tendo uma aparência mais robusta.
As verdadeiras preferem ambientes florestais e são mais discretas, saindo principalmente à noite. Já a Cobra Coral falsa é encontrada em áreas mais abertas, como jardins e regiões urbanas, sendo mais visível durante o dia.
A Cobra Coral verdadeira evita confrontos e costuma se esconder ao ser ameaçada. A falsa, por outro lado, exibe um comportamento defensivo, simulando ataques ou até achatando a cabeça para parecer mais ameaçadora.
A Cobra Coral verdadeira possui olhos pequenos e arredondados, quase imperceptíveis, enquanto algumas falsas têm olhos maiores e mais visíveis, o que facilita a identificação.
O veneno da Cobra Coral verdadeira é potente e possui características neurotóxicas, ou seja, ele afeta diretamente o sistema nervoso. A neurotoxina bloqueia a transmissão de impulsos entre os nervos e os músculos, podendo levar a uma paralisia progressiva que, em casos graves, compromete a respiração e o funcionamento dos músculos cardíacos.
Aqui estão algumas informações detalhadas sobre o potencial do veneno da Cobra Coral verdadeira:
Neurotoxinas e paralisia
O veneno da Cobra Coral possui neurotoxinas que bloqueiam a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor essencial para o funcionamento dos músculos. Esse bloqueio impede a comunicação entre os neurônios e os músculos, levando a uma paralisia muscular que, se não tratada, pode ser fatal.
Potência do veneno
Apesar de ser pequena, a Cobra Coral verdadeira tem um veneno considerado mais potente que o de muitas cobras maiores, como algumas víboras. Seu veneno não causa danos localizados (como inchaço e necrose), mas ataca o sistema nervoso central. A quantidade de veneno injetada, no entanto, é pequena, o que diminui a probabilidade de fatalidades.
Sintomas de envenenamento
Os sintomas podem demorar algumas horas para aparecer, o que torna o envenenamento de difícil percepção imediata. Entre os principais sintomas estão visão turva, dificuldades para engolir e respirar, fraqueza muscular e paralisia. Sem tratamento, o envenenamento pode evoluir rapidamente, comprometendo as funções respiratórias.
Tratamento com soro antiofídico
O tratamento para o envenenamento pela Cobra Coral envolve o uso de soro antielapídico, que neutraliza as toxinas presentes no organismo. Esse soro é feito com anticorpos que combatem especificamente as toxinas do veneno. No entanto, devido à baixa frequência de acidentes com essa cobra, o soro antielapídico específico nem sempre está disponível em todas as regiões.
Aplicações científicas
O veneno da Cobra Coral tem sido estudado na medicina por seu potencial em terapias envolvendo o sistema nervoso, principalmente na pesquisa de novos anestésicos e medicamentos para distúrbios neuromusculares. As toxinas podem ajudar a desenvolver drogas que modulam a transmissão neuromuscular, o que é promissor em condições como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla.
Apesar de sua alta toxicidade, o comportamento tímido e recluso da Cobra Coral verdadeira reduz as chances de ataques em seres humanos.
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