Vermifugação no desmame
A vermifugação no desmame é uma das práticas sanitárias mais importantes da pecuária de corte. Nesse período crítico, o bezerro sofre estresse, queda de imunidade e maior exposição a vermes presentes no pasto. Quando bem manejada, a vermifugação melhora a saúde intestinal, aumenta o ganho de peso e pode resultar em até duas arrobas extras por animal ao longo do pós-desmame.
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Por que o desmame é um momento crítico para o bezerro?
O desmame marca a separação entre vaca e cria, provocando mudanças bruscas no comportamento, na alimentação e no ambiente do animal. Esse conjunto de fatores reduz a imunidade e cria condições ideais para a instalação de parasitas internos.
Os vermes gastrointestinais estão naturalmente presentes no ambiente, especialmente no pasto. Quando o bezerro começa a se alimentar exclusivamente de forragem, a ingestão de larvas se torna praticamente inevitável se não houver controle sanitário adequado.
A presença de parasitas internos compromete diretamente o aproveitamento dos nutrientes ingeridos. Em vez de converter alimento em crescimento, o organismo do animal passa a “dividir” esses nutrientes com os vermes.
Os principais sinais de infestação incluem:
O resultado final é claro: menos peso, mais tempo para atingir o ponto ideal e prejuízo direto ao produtor.
Estudos a campo conduzidos por instituições de ensino e pesquisa demonstram que bezerros vermifugados no pós-desmame apresentam desempenho superior. Em avaliações comparativas, animais tratados chegaram a registrar mais de 25 quilos adicionais após cerca de quatro meses, o equivalente a quase duas arrobas.
Esse ganho ocorre porque o organismo, livre dos parasitas, consegue direcionar energia e nutrientes para crescimento, desenvolvimento muscular e fortalecimento do sistema imunológico.
A vermifugação no desmame não beneficia apenas o animal tratado. Ela também contribui para o controle da contaminação ambiental da propriedade, reduzindo a carga parasitária no pasto e protegendo todo o rebanho.
Quando o manejo sanitário é negligenciado, o ciclo dos vermes se perpetua no ambiente, aumentando o risco de reinfecção e elevando os custos futuros com tratamentos corretivos.
Além da alimentação e do ambiente, o manejo durante o desmame exerce forte influência na saúde do bezerro. Contenções mal executadas, excesso de pressão e mudanças abruptas aumentam o estresse e agravam a queda de imunidade.
Um animal estressado se torna mais vulnerável não apenas aos vermes, mas também a outras infecções. Por isso, práticas de manejo calmo e respeitoso são parte essencial de qualquer programa sanitário eficiente.
Não existe uma única estratégia válida para todas as propriedades. O primeiro passo é identificar quais espécies de vermes estão presentes na fazenda, por meio de avaliação técnica e exames específicos.
A escolha inadequada do protocolo pode resultar em desperdício de recursos e baixa eficácia no controle parasitário. O acompanhamento profissional garante decisões mais precisas e resultados consistentes.
Embora muitas vezes vista apenas como despesa, a vermifugação no desmame deve ser encarada como investimento produtivo. O retorno vem na forma de maior ganho de peso, melhor uniformidade do lote, redução de perdas e maior eficiência do sistema.
Ignorar essa etapa pode parecer economia no curto prazo, mas quase sempre resulta em prejuízo silencioso — aquele que aparece apenas quando o bezerro não entrega o desempenho esperado.
Imagem principal: Depositphotos.
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