O Fórum Abatedouro Ceva 2021 reuniu profissionais da avicultura e engradeceu o orgulho da atividade

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Na carona do slogan – “Juntos, além da saúde animal” –, Unidade de Negócios Aves Ceva Brasil trouxe uma abordagem holística sobre a importância de cada ator integrante da cadeia de valor neste período único na história da humanidade, além de palestras com profissionais referências em suas áreas de atuação abordando sanidade, tecnopatias e uma grande mesa redonda

Empoderar os profissionais que compõem a cadeia produtiva avícola foi o pano de fundo em mais uma edição do Fórum Abatedouro Ceva que aconteceu em 19 de agosto. Um evento virtual com transmissão pelos canais oficiais da unidade de negócios – YouTube e Instagram – e que reuniu mais de 150 pessoas atentas e cientes da qualidade das pautas trazidas no encontro.

“Primeiramente, registramos nosso reconhecimento e homenagem a todos os profissionais do meio pelos trabalhos realizados, assegurando neste período desafiador que milhares de mesas possam receber carne de frango de qualidade”, abriu os trabalhos o Diretor da Unidade de Negócios Aves Brasil, Branko Alva.

“Desde 2018 realizamos o encontro, naquele momento de forma presencial, mas em razão da pandemia, em 2020, não deixamos este compromisso de lado. Por isso quisemos exaltar cada profissional da cadeia avícola. Os caminhos são novos, mas o orgulho é o mermo”, disse Tharley Carvalho, Gerente de Marketing Ave Ciclo Curto Ceva Brasil, dando sequência ao Fórum.

As experiências apresentadas nesta edição percorreram áreas importantes visando a atualização dos participantes, bem como apontamentos para melhorias em distintos processos da cadeia de valor de maneira sustentável. “A mesa redonda foi o nosso primeiro ato e trouxe uma visão do setor em meio à Covid destacando o que veio e o que ficou reunindo Luciana Belenton (Cargill Global), José Roberto Gonçalves (BRF) e Maurício Neves (LAR), com moderação do nosso Diretor Geral Giankleber Diniz ”, destacou Tharley.

O ser humano e sua ligação com o alimento resume o primeiro bloco. Na avaliação geral a pandemia reconectou as pessoas com os alimentos. Isso porque, informou o Diretor Coorporativo de Qualidade da BRF, José Roberto Gonçalves, o advento mudou todo o fluxo das operações migrando o maior volume da distribuição da carne de frango do food service para as redes varejistas. “Uma adaptação que necessitou uma rápida readequação fabril dentro da indústria, a busca por novos distribuidores e, acima de tudo, acentuou o comportamento do consumidor pela busca por informações sobre a origem dos alimentos o que considero relevantes neste processo”, alinhou. O executivo da BRF também destacou o canal direto entre indústria e consumidores via delivery e o home office como outras grandes tendências que permanecerão.

As percepções com os olhos voltados para dentro da indústria ficaram a cargo do Diretor Industrial da Cooperativa Lar, Maurício Neves. “Tivemos pouco tempo para pensar, tivemos que agir com segurança nos processos e produtos, além da preocupação ainda maior com a saúde do colaborador. Todos tivemos impactos, mas a agilidade da resposta foi o diferencial neste período”, salientou.

“Ficou claro que, além do aumento do consumo, houve uma reconexão com a comida e com isso outras necessidades”, observou Giankleber Diniz ao fim da mediação.

Já na temática técnica o ponto focal foi tecnopatia e a Gerente de Qualidade da Aurora Alimentos, Andréia Dal Pisol, trouxe uma visão apurada sobre “Gerenciamento nas operações industriais e as melhores oportunidades em melhorias de processos de produtos” deixando uma mensagem bem clara: “Devemos manter os padrões estabelecidos, evitando assim os desperdícios. Um processo que depende do zelo do início ao fim da cadeia produtiva”.

Na sequência, o professor José Maurício França também voltou suas considerações para a mesma abordagem indo além da questão condenação sanitária, mas propondo a detecção para oportunidades de melhorias nos processos aliado às questões econômicas.

E por fim o bloco sanidade contou com Luiz Felipe Caron, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e o Dr. Jorge Chacón, Gerente de Serviços Veterinários da Ceva. “Englobamos nesta parte a ‘Influência da imunidade e prevenção de doença nos resultados frigoríficos’ por meio de uma visão conceitual e prática. Na sequência o Dr. Chacón apontou aspectos importantes sobre controle de doenças respiratórias e seus impactos sobre a produtividade da indústria”, destacou Tharley. De acordo o Gerente de Serviços Veterinários da Ceva, o assunto é complexo, “não lidamos com uma doença e sim com complexos de agentes infecciosos e que somados às falhas de manejo ou nas instalações, por exemplo, geram quadros sérios e comprometem fortemente a qualidade do frango e, por conseguinte, a lucratividade das empresas”, relatou Jorge Chacón.


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