Moinhos paulistas se mobilizam e promovem doações assistenciais para populações afetadas pela Covid-19

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Os reflexos da pandemia na sociedade, principalmente em relação às populações mais vulneráveis, crescem diariamente com o agravamento dos casos de Covid-19 no estado. Desde o mês de março do ano passado, a falta de recursos financeiros afetou uma parcela mais carente da população que tem sido assistida por entidades que oferecem doações, principalmente de alimentos, em São Paulo.

Cientes da importância do apoio da iniciativa privada neste momento de incertezas, o setor moageiro de São Paulo, por meio do projeto Farinha Solidária, tem efetuado doações de alimentos para entidades assistenciais, visando auxiliar no combate à fome no estado.

O projeto, que é encabeçado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), em parceria com o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), convidou os moinhos associados a reforçarem suas doações ao longo dos meses durante a pandemia.

“A farinha de trigo é um alimento essencial para o ser humano, presente nas mesas de milhões de brasileiros diariamente. Como indústria do setor de alimentos, entendemos que em um momento como o que estamos vivendo temos que estender as mãos para a sociedade e oferecer auxílio aos que precisam”, afirma o presidente do Sindustrigo, Valnei Origuela.

A ação teve início em março do ano passado e segue em andamento, com o repasse, até agora, de mais de 20 toneladas de farinha de trigo, direcionadas à entidades assistenciais da capital, de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, que já desenvolviam trabalhos sociais, mas que durante a quarentena direcionaram seus atendimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade social, impactadas pela pandemia.

Na cidade de São Paulo 3 entidades foram beneficiadas com a ação. O Arsenal da Esperança recebeu a doação de 6 toneladas de farinha de trigo, doadas pelo Moinho Anaconda, para a produção de pães em sua padaria industrial, que foram distribuídos à população em situação de rua.

Já o Serviço Franciscano de Solidariedade recebeu o total de 2 toneladas de farinha, doadas pelo Moinho Correcta, para a produção de pães que foram distribuídos pela entidade no conhecido “Chá do Padre”, ação que oferece todas as tardes no Largo São Francisco, chá e pão à população de rua.

Ação com Bancos de Alimentos

Outra entidade beneficiada foi o Banco de Alimentos de São Paulo que, desde o ano passado, já recebeu cerca de 10 toneladas de farinha de trigo, doadas pelos Moinhos Correcta e Anaconda. Esse volume é redirecionado, pela entidade, para instituições da capital paulista, que também estão promovendo ações com a população afetada pela pandemia.

A doação deste ano fez parte do projeto da Prefeitura da capital denominado Cidade Solidária, que tem como objetivo prover ajuda humanitária às pessoas mais atingidas pela crise econômico-social causada pela pandemia do coronavírus, durante o estado de calamidade pública.

Os Bancos de Alimentos das prefeituras de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul também receberam a doação de 2 toneladas de farinha de trigo, fornecidas pelo Moinho Santa Clara. Na cidade de São Bernardo do Campo, 12 entidades assistenciais receberam o produto e promoveram a entrega de pães produzidos em suas padarias e destinados aos assistidos. Já em São Caetano do Sul, 11 instituições receberam a doação e cerca de 900 pessoas foram beneficiadas.

Doação de cestas básicas

Por meio do repasse de 5 mil cestas, a Nita Alimentos promoveu o auxílio aos alunos da Rede Municipal de Ensino de Santos (SP), que estavam com as aulas suspensas em função da pandemia no ano passado.

Os alimentos foram encaminhados às famílias dos alunos cadastrados no Programa Bolsa Família, que se encontravam em situação de altíssima vulnerabilidade social e que não poderiam contar com a merenda escolar como fonte de alimentação naquele momento.

O grupo Ocrim também efetuou a doação de cestas básicas e farinha de trigo para entidades assistenciais em São Paulo. Em parceria com a ABRACI (Associação Brasileira de Cuidados Integrativos) doou 600 kg de farinha para a comunidade indígena de Parelheiros (SP). A ação faz parte do Programa de Ação Solidário e Cuidados Integrativos e tem como objetivo contribuir para uma alimentação adequada e saudável da população. Ainda na capital paulista, a empresa forneceu 500 cestas básicas para a Associação Sócio-Educativa e Cultural Alavanca, em São Remo. Além disso, uniu-se com o Chef Aprendiz, organizado por Guilherme Cardadeiro, e forneceu 5 toneladas de farinha, ao todo, para 4 instituições paulistanas. 

“Os moinhos se sensibilizaram e estão mobilizados, desde o ano passado, para auxiliar a sociedade neste momento de necessidade e incerteza. Estamos unidos e solidarizados com toda a população que tem sofrido com os reflexos da pandemia”, ressalta o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

As doações seguem ativas e, segundo o presidente do Sindustrigo, podem ser ampliadas e prorrogadas. “Estamos em contato com os associados e pretendemos ampliar esse volume com a adesão de outros moinhos que queiram fazer parte desse movimento, além de analisar a ampliação dos prazos de doação às entidades que seguem recebendo os donativos. O momento é crítico e pede a união de todos”, finaliza Valnei.


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