Registros da raça ultrablack aumentaram mais de 70% em 2022.
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O ano de 2023 começa com a rodagem da genômica na raça Ultrablack. Com apenas cinco anos de registros no país, a raça sintética já opera com seleção lastreada na ferramenta. O processo acompanha a genômica da Angus e é conduzido pela Associação Brasileira de Angus com base em um banco de dados multirracial de mais de 9 mil reprodutores genotipados.
Segundo o diretor técnico da entidade, Rogério Rotta Assis, o processo representa um salto consistente, assim como ocorreu com a Angus. A ideia é que, com o avanço de testes, a população genotipada aumente e, com ela, também se eleve a acurácia do processo. “É uma raça jovem, e o fato de já começar com possibilidade de avaliação genômica representa um estímulo para seu uso cada vez mais e melhor. Essa é uma ferramenta que está aí para ser utilizada e nos permite antecipar resultados e ter mais eficiência nas decisões tomadas”, pondera Assis.
Criadores de Ultrablack interessados em genotipar seus rebanhos devem acessar o sistema de envio de amostras para a genômica no site da Associação Brasileira de Angus e remeter o material pelo Correio para a sede em Porto Alegre (Largo Visconde do Cairu, 12 – Centro – Porto Alegre). O gerente de Fomento da Angus, Mateus Pivato, recomenda que o criador atente para o processo de coleta dos pelos do rabo dos animais de forma que a amostra carregue os bulbos situados na base do pelo. Amostras de sangue também podem ser utilizadas.
Assim que chega à associação, o material biológico é enviado à empresa de genotipagem, que leva cerca de 30 dias para concluir o processo. Uma semana depois, o Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) disponibiliza ao criador os dados e as DEPs enriquecidas com os dados genômicos, que são processados pelo laboratório de bioinformática da Embrapa em Bagé (RS). O custo da genômica varia de acordo com as opções escolhidas pelo criador, ficando entre R$ 112,50 e R$ 273,00 por animal.
Pesquisador e chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso, confia nos avanços rápidos da tecnologia para viabilizar a seleção de características de difícil mensuração, como resistência ao carrapato. “O grande benefício da Ultrablack é derivar de duas raças que já estão com trabalho genômico bem avançado. Afinal, 82% dos genes da Ultrablack vêm do Angus e, com isso, podemos usar todo o trabalho já construído”, disse Cardoso.
Segundo dados levantados pela Angus, os registros da Ultrablack aumentaram mais de 70% em 2022 e devem seguir trajetória ascendente. Atualmente, há 124 criadores registrando animais Ultrablack no Brasil, um total de 3.009 reprodutores com registros (provisórios e permanentes) emitidos.
Fonte: Datagro. Imagem principal: Depositphotos/Meramente ilustrativa.
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