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Redução de custos logísticos no agronegócio

Setor produtivo defende integração dos modais de transporte para redução de custos logísticos no agronegócio.

Rodovias são a principal via de escoamento da soja e do milho no Brasil, respondendo por 85% do volume transportado, com as ferrovias participando com 11% e o sistema aquaviário com 4%.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende a melhor distribuição da matriz de transportes, com a interação dos modos rodoviários, ferroviários e aquaviários, para reduzir os custos no escoamento da produção agropecuária brasileira.

O tema está no livro “Perdas em transporte e armazenagem de grãos: panorama atual e perspectivas”, lançado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (22).

A obra é inédita e conta com a participação de instituições parcerias. Também traz novos índices de perdas utilizados no transporte e armazenagem de grãos em diversos estudos.

Um deles é o artigo “Logística de escoamento dos produtos agropecuários no Brasil: estrangulamentos dos fluxos de exportação”, de autoria da assessora técnica Elisangela Pereira Lopes, da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA.

Elisangela apresenta uma pesquisa sobre a evolução da produção de soja e milho no Brasil nos últimos 10 anos e como os meios de transporte não acompanharam essa expansão do setor, influenciando diretamente nas exportações brasileiras.

Segundo a assessora técnica, atualmente o modo rodoviário é a principal via de escoamento da soja e do milho no Brasil, respondendo por 85%. As ferrovias participam com 11% e o sistema aquaviário com 4%.

“O cenário atual indica a necessidade de investimentos não apenas em melhorias de infraestrutura logística existente, mas também de implantação de novas rotas de escoamento, com a integração dos modos rodoviários, ferroviários e hidroviários”, afirma.

No artigo, Elisangela ressalta que, com a multimodalidade, espera-se a redução nos custos de transporte e o remanejamento de parte da carga destinada aos portos das regiões Sul e Sudeste para o Arco Norte, onde, atualmente, é concentrada a produção nacional de grãos enviada ao comércio exterior.

“Faz-se relevante, ainda, implementar modelos de parceria com a iniciativa privada, que viabilizem aplicação de recursos em infraestrutura e criem ambiente de competição, evitando práticas monopolísticas e promovendo a livre iniciativa.”

Na publicação, a assessora destaca algumas recomendações da CNA para reduzir a dependência do transporte rodoviário: a implantação de programas de recuperação e melhoria das rotas e escoamento da produção; adoção de modelos de concessão em rodovias que garantam menor valor de tarifa; manutenção dos princípios básicos de livre mercado no novo marco regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), priorizando a livre negociação e vedando o tabelamento de fretes rodoviários.

FONTE: DATAGRO.

Cristina Crispa

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