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Exportações brasileiras caíram 8,1%

A mais recente divulgação do Informe Estatístico do Café indicou que a evolução da comercialização externa do grão tem se mantido estável no primeiro semestre deste ano, muito semelhante ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a junho deste ano, foram embarcadas 16,3 milhões de sacas de 60 quilos para países da União Europeia, além dos Estados Unidos, Japão, entre outros.

As receitas com a operação alcançaram US$ 2,4 bilhões no período. Os dados do informe são atualizados mensalmente pela SPA (Secretaria de Política Agrícola) do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

 Na análise da SPA, as quantidades equivalentes em sacas de cafés exportadas até junho apresentaram uma queda de 8,1% em relação ao igual período do ano anterior que, adicionalmente a um preço médio 17,7% também inferior, refletiram para que as receitas se reduzissem em 24,4% no acumulado do período.

 Até o mês de março as quantidades exportadas vinham demonstrando crescimentos sucessivos e, de abril até junho, os números se estabilizaram num patamar abaixo, porém esboçando comportamento semelhante ao igual período do ano anterior, quando também houve redução no segundo trimestre, de acordo com o informe da SPA.

No Brasil, de acordo com a segunda estimativa realizada pela Conab, em maio último, a produção deve ficar em 49,7 milhões de sacas para a safra 2016/2017 – sendo 40,3 milhões de sacas da variedade arábica e 9,4 milhões de sacas da robusta.

De acordo com Airton Camargo, assessor do Departamento de Crédito, Recursos e Riscos da SPA, o alto índice de chuvas, entre maio e meados de junho na maior parte da região Sudeste, ocasionou atraso no desempenho dos cafezais, o que levou a perdas na qualidade do produto pronto para ser colhido.

“Com a trégua das chuvas, a colheita se intensificou a partir do final de junho. Agora resta saber como ficam a qualidade do produto e o nível de rendimento após o beneficiamento”, disse Camargo.

Os preços do café em 2016, no mercado interno, estão superiores ao ano anterior e vêm se mantendo relativamente estáveis neste primeiro semestre. Segundo o assessor, nos últimos dias, ocorreu maior valorização tanto para a arábica como robusta, principalmente a medida em que ocorria a valorização do real. O preço médio do café arábica, na última semana de junho, no mercado doméstico, evoluiu 7,10% em relação ao final do mês anterior e ficou em R$ 495/sc. O mesmo ocorreu no mercado externo, que cotou o produto a US$ (cents/lp) 141,69/sc, com um incremento de 12,48 %.

Fonte: Diário do Comércio.

Otavio Culler

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