Depois de três anos, as primeiras exportações de carne bovina para a Arábia Saudita ocorrem neste mês de fevereiro. O fim do embargo determinado em 2012 pelos sauditas para importação do produto brasileiro foi anunciado em novembro do ano passado, mas somente há poucos dias o governo do país asiático anunciou o nome dos frigoríficos brasileiros habilitados para a venda. O embargo aconteceu após um caso atípico de doença da vaca louca, em 2012.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) espera que as exportações de carne bovina para a Arábia Saudita cheguem a US$ 42 milhões em 2016. De acordo com a assessoria de imprensa do Mapa, o potencial para os próximos anos é US$ 74 milhões. Ao menos 49 frigoríficos brasileiros estão habilitados pela Autoridade Saudita de Alimentos e Medicamentos para vender carne in natura e industrializada. Mas esse número pode crescer nas próximas semanas. Segundo o Mapa, por enquanto, três empresas paranaenses estavam habilitadas: Frigorífico Astra do Paraná Ltda, de Cruzeiro do Oeste; VPR Brasil, de Colorado; e Espaço Frio Armazenagem Frigorífico Ltda, de Cascavel.
Os sauditas também aprovaram estabelecimentos localizados em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Goiás, Pará e Tocantins. Em 2014, a Arábia Saudita importou US$ 497 milhões (127 mil toneladas) de carne bovina (in natura e industrializada) e os principais países exportadores foram a Índia (US$ 252 milhões/73 mil toneladas) e a Austrália (US$ 156 milhões/33 mil toneladas).
Mix
A VPR Brasil deve embarcar na próxima semana o primeiro lote de carne embalada e congelada. A empresa do Noroeste paranaense vai vender para os sauditas um mix composto de cortes de coxão mole, coxão duro, patinho, lagarto, paleta, acém, peito, filé mignon, contra-filé, filé de costela e miolo de alcatra. É a primeira vez que o frigorífico, com sede em Colorado, entra no mercado da Arábia Saudita. Segundo o diretor-geral da empresa, Willian Correia Matias, o frigorífico já exporta para 10 países, incluindo a Rússia, que também mantinha restrições para o produto brasileiro. A expectativa da empresa paranaense é vender mil toneladas por mês para os sauditas, o que representaria.
R$ 20 milhões. O Brasil já é o maior fornecedor de frango, café e açúcar para os sauditas.
Fonte: Folha Web. Autor: Adriana De Cunto.
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