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Paraná lança plano para tentar alavancar pecuária

Com um mercado consolidado para a produção de aves e suínos, o Paraná passa a concentrar esforços para impulsionar a cadeia da carne de boi. Para isso o estado tenta coloca em ação um programa que visa promover a evolução da pecuária bovina nos próximos dez anos. Lançado nesta terça-feira (11.08) em Curitiba, o Plano Integrado de Desenvolvimento da Bovinocultura de Corte traça metas para melhorar os atributos do rebanho estadual até 2025.

Mais de trinta entidades dos setores público e privado estão atuando na estruturação do projeto. A ideia de criação do plano ganhou força em maio, durante o Workshop da Bovinocultura de Corte do Paraná. Na ocasião diversos profissionais ligados a atividade apontaram medidas de curto e médio prazo que precisam ser adotadas para estimular a cadeia produtiva, explica o coordenador do Comitê Gestor do Plano, Rodolpho Luiz Werneck Botelho. “Não queremos reinventar a roda com esse plano. A intenção é selecionar tecnologias e práticas de produção disponíveis e difundi-las para os pecuaristas”, detalha.

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Com um rebanho estimado em 9,1 milhões de cabeças, conforme a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o estado assume participação tímida na oferta nacional. Por essa razão a meta do programa é promover ganhos de qualidade. “Não queremos ser área livre da febre aftosa sem vacinação para não ter gado para vender. A intenção é dar um choque na pecuária bovina”, aponta o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara. O discurso foi reforçado pelo governador Beto Richa, que foi anfitrião do evento.

Um conjunto de metas tenta criar uma referência para a execução das ações. Dentre as principais medidas está a redução da idade média de abate de 37 meses para 30 meses, o aumento na densidade de animais de 1,4 cabeças por hectare para 2 cabeças/ha e uma elevação da taxa de natalidade dos animais de 65% para 75%. Com isso projeta-se um incremento de 480 mil bezerros por ano até 2025.

Ainda não existem ações claras definidas no cronograma de ações. “O Plano não apresenta projetos detalhados para alcançar as metas propostas. Sua função principal é nortear ações e a elaboração de projetos específicos”, diz um trecho do documento que apresenta o plano. Botelho, explica que há foco no planejamento, como uma série de eventos regionais para discutir o tema. Depois disso serão selecionadas propriedades consideradas referência no setor para que as boas práticas sejam compartilhadas.

Fonte: Gazeta do Povo (AgroGP).

Equipe Agron

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