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Abate de bovinos cai 11,34% em Mato Grosso do Sul

Abate de bovinos cai 11,34% em MS no 1º trimestre de 2015, diz IBGE.

Volume caiu de 1,041 milhão de cabeças para 922,998 mil.

Estado é o segundo do ranking nacional de abates de bovinos.

O abate de bovinos nos frigoríficos de Mato Grosso do Sul caiu 11,34% no acumulado de janeiro a março de 2015 frente ao mesmo período de 2014, retrocedendo de 1,041 milhão de cabeças para 922,998 mil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) na Pesquisa Trimestral de Abates, do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o instituto, a queda de abates no estado ocorreu em um patamar ainda maior do que a diminuição que foi registrada em âmbito nacional na comparação do mesmo intervalo de tempo. No país, a redução foi de 7,66%, com o volume caindo de 8,372 milhões de animais para 7,731 milhões.

Apesar do decréscimo, Mato Grosso do Sul, conforme o levantamento do instituto, ainda se mantém com o segundo estado do país em número de abates neste primeiro trimestre de 2015. Fica atrás apenas de Mato Grosso, que lidera o ranking nacional com 1,160 milhão de cabeças abatidas nos três primeiros meses deste ano.

A pesquisa do IBGE revelou ainda que entre janeiro e março de 2015 houve um ligeiro aumento no abate de animais jovens, com menos de dois anos (novilhos e novilhas), no estado em comparação com os três primeiros meses de 2014. No ano passado, do rebanho abatido 40,48% eram bois (421,491 mil), 33,84% vacas (352,336 mil), 15,47% novilhas (161,097 mil) e 10,19% novilhos (106,097 mil). Já neste ano, 40,51% eram bois (373,912 mil), 31,03% vacas (286,438 mil), 16,91% novilhas (156,126 mil) e 11,54% novilhos (106,522 mil).

Dificuldades no setor

Segundo dados da Associação dos Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carnes de Mato Grosso do Sul (Assocarnes-MS), nos últimos dois anos 14 frigoríficos já fecharam as portas no estado. A grave situação que já provocou a demissão de mais de seis mil trabalhadores pelo setor, de acordo com o presidente da entidade, João Alberto Dias, é provocada por uma série de fatores, como: a falta de animais prontos para o abate, crise econômica do país e queda na demanda.

Ele aponta que diante desse quadro, o segmento demanda apoio do poder público para recuperar competitividade. Para isso, o dirigente diz que protocolou na Assembleia Legislativa do estado um pedido para a realização de uma audiência pública para discutir o setor e deve se reunir ainda nesta quinta-feira com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para discutir uma revisão da tributação do setor. “Não queremos interferir na receita do estado, mas propor que ocorra uma revisão para dar uma maior dinâmica ao setor, dando condições dos pequenos competirem em melhores condições com os grandes”, ressaltou.

Fonte: Agrodebate.

Equipe Agron

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