Sustentabilidade da produção de soja

Aprosoja divulga ‘Carta de Palmas’ para promover sustentabilidade da soja.

O documento cita dados de que 30% da área do Matopiba é destinada à preservação da vegetação nativa dentro das propriedades rurais.

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A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e 16 Aprosojas estaduais divulgaram documento denominado “Carta de Palmas” para promover a sustentabilidade da soja brasileira, em especial da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Conforme a Aprosoja, produtores rurais e entidades signatárias do documento realizaram no município de Palmas (TO) em 15 de julho o Seminário Soja Responsável – Produzindo Soja com Sustentabilidade. Participaram do evento produtores rurais da região do Cerrado, pesquisadores e autoridades do legislativo e executivo estadual e federal.

Segundo a associação, o evento foi uma resposta “à ofensiva recente de ONGs e membros da cadeia europeia importadora de soja, consolidada na Declaração de Roterdã, bem como declaração da empresa Cargill, que investirá US$ 30 milhões para evitar o desmatamento do bioma Cerrado na região do Matopiba”. A carta cita dados da Embrapa Territorial de que 30% da área do Matopiba é destinada à preservação da vegetação nativa dentro das propriedades rurais e que cerca de 10% da área é protegida por lei por meio de Unidades de Conservação e terras indígenas. Conforme a carta, a moratória é “peça publicitária internacional que prejudica muito a imagem dos sojicultores brasileiros”. “O Cerrado do Matopiba está 72% preservado, sendo que a agricultura ocupa apenas 5% de sua área, enquanto que a soja abrange 3% da área originalmente ocupada pelo bioma na região”, disse.

Produtores afirmam que “o discurso de que os produtores de soja colocam em risco a preservação do meio ambiente no Brasil é um discurso irresponsável e desprovido de argumentos válidos”. “A soja brasileira é a mais sustentável do mundo, seja devido às boas práticas agrícolas, seja porque o sojicultor brasileiro é o único no mundo que preserva vegetação nativa em suas propriedades, carregando um custo de toda a sociedade, sem perder competitividade”, aponta o documento. “A produção de soja pode e irá crescer na região do Matopiba, dentro da legalidade, podendo dobrar sua área sem ameaçar a vegetação nativa.”

A carta defende ainda que os que desejam promover “esforços e recursos para manutenção da sustentabilidade dos produtores de soja brasileiros” se unam a projetos de sustentabilidade de produtores e oficiais, como o Soja Plus, programa de adoção voluntária que capacita produtor na melhoria da gestão da propriedade do ponto de vista econômico, social e ambiental, e projeto para a cadeia da soja do ativo florestal da Embrapa Territorial.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO.

Douglas Carreson

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