Mercado de energia solar necessita de uma política industrial competitiva para continuar crescendo e investindo.

Energia solar gera mais economia, empregos, tecnologia e inovação.

De acordo com dados divulgados, recentemente, pela ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – estão previstos R$ 21,3 bilhões em investimentos privados no segmento de energia fotovoltaica até 2022, referentes aos projetos já contratados em leilões de mercado regulado de energia elétrica. Atualmente o preço médio da fonte solar fotovoltaica no LEN A-4/18 (leilão de compra de energia proveniente de novos empreendimentos de geração) está em torno de R$ 118,07/ MWh, com valores menores do que os de biomassa.

Mas o Brasil ainda necessita de uma política industrial competitiva e justa para o setor, reduzindo preços de componentes e equipamentos produzidos no país para gerar mais empregos, tecnologia e inovação. De acordo com a ABSOLAR e Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – o segmento de energia solar já ocupa a sétima posição na Matriz Energética Brasileira, com 1,2% do mercado (2.056 MW). A fonte com maior fatia ainda é a hídrica com 60,8% de participação (104.343 MW) seguida de biomassa e eólica com 8,6% (cada uma). No ranking estadual de geração distribuída e instalada, Minas Gerais é responsável por 21,7% do mercado de energia solar instalada (137 MW), em segundo lugar está o Rio Grande do Sul com 101,9 MW (16,2%) e em terceiro São Paulo com 76,5 MW (12,1%). As demandas dos outros estados estão aumentando a cada ano à medida que há conscientização do uso da energia verde e dos benefícios oferecidos, principalmente, a redução de valores na conta de energia (veja mais abaixo).

O Brasil é provido de sol o ano todo, encorajando ainda mais o investimento. Atualmente, há diversos financiamentos disponíveis no mercado tanto para pessoa física como jurídica. “A energia limpa veio para ficar. Hoje a grande parte das instalações estão em residências, mas todos os setores, sem exceção, estão em busca de opções renováveis para reduzirem seus custos. Energia fotovoltaica pode ser aplicada no agronegócio (frigoríficos, usinas de açúcar e álcool, etc), indústrias, hospitais, hotéis, enfim, há uma infinidade de negócios que podem usufruir destes benefícios”, acrescenta Alexandre Borin, gerente da Unidade de Negócio de Energia Fotovoltaica da Fronius.

Estudos recentes realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) relatam que, só no Brasil, são mais de 50,7 milhões de residências que podem ser cobertas por placas fotovoltaicas. Imaginem os demais segmentos. É um mercado gigantesco!

Os países que mais investiram em energia fotovoltaica em 2017, conforme dados fornecidos pela Snapshot Of Global PV Markets, IEA (Instituto de Economia Agrícola), divulgados em 2018, foram: China com 131 GW; EUA 51 GW, Japão 49GW, Alemanha 42 GW e Itália 19,7 GW. O Brasil ocupa a 10ª posição com 0,9 GW.

Confira alguns benefícios de investir em energia renovável: redução de custos tanto para a população como para o governo; geração de empregos locais em torno de 25 a 30 vagas por MW/ano; atração de investimentos externos; geração de eletricidade sem emissão de gases de efeito estufa; aumento da segurança no suprimento de energia elétrica, entre outros.

Crescimento nas vendas da Fronius

O mercado está em plena evolução, apesar de não estar na velocidade que o segmento gostaria. Mas os resultados para as fabricantes do sistema fotovoltaico como um todo foi muito bom. A multinacional austríaca Fronius, uma das líderes em tecnologia e em soluções de energia solar, registrou aumento de mais de 100% em suas vendas em 2018 e continua investindo em sua atuação no território brasileiro. “Para 2019, a perspectiva é de dobrar novamente o faturamento”, afirma o gerente.

A empresa com maior capilaridade em inversores fotovoltaicos é a Fronius, responsável por mais de 30% do market share brasileiro. “Somos uma empresa de vanguarda no mercado fotovoltaico, além de oferecermos suporte técnico e solidez com 20 anos de atuação no Brasil. Estamos sempre investindo em novos tecnologias para atender a demanda e a necessidade do consumidor”, ressalta Borin.

Fonte: Lucia Nunes & LN Comunicação.

Carine Colim

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