Conflito fundiário indígena em Mato Grosso do Sul

Ministério da Justiça indica áreas que poderão ser negociadas para solucionar conflito em MS.

O Ministério da Justiça vai indicar até dia 30 de setembro as áreas que deverão entrar em negociação visando a solução do conflito fundiário indígena em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pelo assessor especial do Ministério, Flávio Chiarelli de Azevedo, em reunião na tarde desta quinta-feira (24), na Governadoria.

Publicidade

Depois de se reunir com representantes dos Terenas pela manhã, o assessor se mostrou otimista em relação ao encaminhamento que está sendo dado à proposta de criação de uma mesa de negociações para compra de áreas, apresentada pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em sua vinda ao Estado, no último dia 2. A indicação se deve à dificuldade de ambas as partes, indígenas e produtores, em apontar as áreas prioritárias para a análise da mesa de negociação. “Percebemos uma grande disposição do Governo Estadual para resolver o problema”, afirmou.

A reunião teve a participação do Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Silvio Cesar Maluf; do Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel;do chefe do Centro de Operações do CMO – Comando Militar do Oeste, general Carlos Sérgio Câmara Sau; e do Presidente da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Maurício Saito, além da representante da AGU – Advocacia Geral da União, Adriana Rocha, de delegados da Polícia Federal e representantes da Funai – Fundação Nacional do Índio.

O presidente da Famasul considera a mesa de negociação uma ação que pode ser efetiva na busca de uma solução pacífica para os litígios de terra no Estado, mas observa que a decisão de negociar as propriedades é individual, de cada um dos produtores envolvidos. “Estamos aqui atendendo convite do Governo Federal porque como Federação vamos estar presentes em toda e qualquer iniciativa com o propósito de encontrar solução para o problema das invasões. Precisamos resolver esta questão e conter as invasões de propriedade, as quais alimentam o ciclo de violência que vivemos no campo atualmente”, avaliou.

Atualmente, 95 propriedades rurais estão invadidas por indígenas em Mato Grosso do Sul. Cinco delas em Antônio João, mais recente foco de conflito do Estado, onde a segurança está sendo mantida pela Força Nacional e pelo Exército. Na reunião, o general Sau avaliou que o clima é de normalidade na região, mas uma tranquilidade que depende das forças de segurança. “É uma pacificação garantida pelo efetivo”, afirmou.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sistema Famasul.

Equipe Agron

Published by
Equipe Agron

Recent Posts

Preço do Boi Gordo: Onde a arroba ainda resiste à baixa?

Confira a cotação atualizada do Preço do Boi Gordo hoje, 13/05/2026. Analisamos as quedas em…

11 minutos ago

Preço da Novilha Gorda: Veja os valores em 30 regiões do Brasil

Confira a tabela atualizada do preço da novilha gorda em todo o Brasil. Veja onde…

35 minutos ago

Preço da Vaca Gorda: O que explica a pressão negativa no mercado?

O Preço da Vaca Gorda sofre pressão de baixa em várias regiões do Brasil. Confira…

49 minutos ago

2 ajustes simples na rega do Antúrio para manter flores vermelhas por meses e transformar completamente a aparência sofisticada do vaso

Antúrio perde o brilho muito antes do esperado quando a rega parece correta, mas dois…

1 hora ago

Como o jacaré desacelera drasticamente o metabolismo para sobreviver longos períodos submerso sem necessidade constante de alimento

O comportamento do jacaré dentro da água muda completamente a percepção de força constante que…

2 horas ago

Boi China a R$ 360,00? Onde o preço ainda resiste à queda

O mercado do boi China registra recuo nesta terça-feira (12/05). Confira a tabela completa de…

23 horas ago

This website uses cookies.