Tecnologia e preços são decisivos para avanço da bioeletricidade.

O painel de Bioeletricidade realizado na última terça-feira, 7 de julho, durante o Ethanol Summit, apontou o desenvolvimento tecnológico e de uma política pública sustentável como o principal caminho para o avanço desta fonte na matriz energética brasileira.

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 “A oferta de bioeletricidade para a rede aumentou quase 18 vezes entre 2005 e 2014. O setor sucroenergético atualmente exporta 22% de uma Itaipu para a rede nacional. Hoje, a capacidade instalada é de 10,6 GW, o que representa 4% da geração brasileira. Contudo, este número poderia chegar a 28%”, diz o gerente de Bioeletricidade da Única – União das Indústria de Cana de Açúcar, Zilmar de Souza.

Entre as ações estruturais citadas por Souza para a estímulo da geração por biomassa o aprimoramento da venda regulada de energia é o destaque. “A descontinuidade na contratação da bioeletricidade teve consequências em toda a cadeira produtiva do setor sucroenergético. Devemos evitar a política do stop and go, de melhorar as condições dos leilões e depois voltar atrás”, diz. Ainda segundo o gerente da Única, é preciso criar o “produto térmico”, separando bioeletricidade das eólicas, e melhorar o preço teto nos certames.

Já o presidente do Conselho Administrativo da CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Rui Altieri, anunciou durante o evento realizado pela Única, que a câmara pretende desenvolver o mercado de energia gerada por fontes incentivadas em pequenas centrais instaladas em grandes varejistas como shoppings e lojas de departamento. O presidente apresentou uma agenda até 2017 que prevê ações como simplificação da medição, garantias financeiras, contabilização semanal e redução de custos.

Avanço tecnológico

O abastecimento da rede, tanto pelo mercado livre quanto o regulado, só será possível por meio do desenvolvimento de tecnologias que garantam a escalabilidade de insumos e sua eficiência na produção de energia. Para Anna Rath, CEO e fundadora da Nexsteppe, startup norte-americana de matérias-primas para o mercado de bioenergia e biocombustíveis, a biomassa é um dos maiores custos da cadeia e é necessário que ela esteja disponível em escala industrial para que seja possível reduzir os preços de geração.

“Além dos investimentos em tecnologia no campo, retrofit nas usinas ou na eficiência das caldeiras, é preciso garantir a disponibilidade da matéria-prima, pois a demanda de energia cresce em um ritmo maior que a disponibilidade de bagaço ou palha. Isso será alcançado com a biomassa dedicada, que garante oferta a preços fixos”, diz Anna.

Fonte: Assessoria de imprensa Nexsteppe.

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