Outras iniciativas ilustram a preocupação crescente com a geração de resíduos e a sustentabilidade. A Papel Semente, por exemplo, fabrica cartões, convites, crachás e envelopes que podem ser plantados após o uso. Andrea Carvalho, fundadora da empresa sediada no Rio de Janeiro, afirma que é só picar o papel, tomando o devido cuidado para não danificar as sementes, e depositá-lo na terra.
“Você pode até umedecer o papel antes e colocar um pouquinho de terra por cima. Daí é só continuar regando o local por 20 dias. Hoje, oferecemos papel semente de agrião, manjericão, papoula, rúcula, salsinha entre outros. E a garantia de germinação é de 90%”, diz Andrea. A empresa ainda trabalha com cooperativas de catadores, que recolhem o papel e o papelão utilizados para fabricar o material reciclado que carrega as sementes.
Arnaldo Di Giuseppe, diretor da Ekobio, também investe em práticas sustentáveis. Antes de fundar a empresa, ele trabalhava com canetas pláticas e acompanhou a decadência do mercado com a entrada de produtos chineses no Brasil. Segundo ele, hoje, dois modelos de caneta da marca são biodegradáveis. “Produzimos essas canetas com uma resina extraída do amido do milho. E quando elas são descartadas, em condições ideais de umidade e calor, se decompõe em apenas seis meses.” No caso de canetas de plástico, a decomposição pode levar até 400 anos. “No início, eu não sabia se a ideia daria certo ou não, mas resolvi arriscar. E tivemos sucesso.”
Fonte: Globo Rural.
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