Em cativeiro, ave pode viver mais de 25 anos

Conhecido também como “pavão-papa-moscas”, o Pavãozinho-do-Pará é encontrado na região amazônica, Norte do Mato Grosso, Goiás e Piauí, além do México, da Argentina e do Uruguai. Neste mês, nasceu mais um filhote de pavãozinho-do-Pará (Eurypyga helias) no Parque Zoobotânico Mangal das Garças, na capital do Pará.

 

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Em 2013 nasceu o primeiro filhote da espécie, um fato comemorado pelos estudiosos da área, já que nos zoológicos do Brasil há apenas um relato do gênero, ocorrido no Rio de Janeiro nos anos 1960. O parque possibilita a reprodução em cativeiro de várias espécies de aves que habitam o local.

 

No Mangal, desde 2009 a espécie vive no Borboletário, que tem semelhanças com seu habitat – áreas de solo úmido, como margens de rios, lagos e igarapés -, onde se alimenta de camarão, ração e larva de besouro. Atualmente, o parque conta com sete aves da espécie pavãozinho-do-Pará: três fêmeas e dois machos adultos, e mais dois filhotes.

 

A veterinária do Mangal, Stefânia Miranda, informou que o local é o único zoológico brasileiro que mantém a espécie em cativeiro, com relatos de reprodução com sucesso. “A reprodução é o melhor indicativo de bem estar animal, devido à ambientação e alimentação adequadas. O filhote nascido em 2013, hoje é considerado juvenil”, destacou.

 

Habitat do Pavãozinho-do-Pará – Nas árvores, o ninho do pavãozinho-do-Pará é feito com fibras, folhas, musgo e raízes. A espécie coloca um ou dois ovos, que são chocados por até 27 dias. Para proteger o ninho de predadores – principalmente roedores –, a mãe finge estar ferida ou mostra sua plumagem, emitindo um som parecido com o sibilar da cobra.

 

Na natureza, a ave alimenta-se de insetos, rãs, peixinhos, caranguejos e outras pequenas presas, que obtém à beira d’água ou revirando o chão da floresta. Caça com olhos fixos na presa, avançando com cautela e fazendo com a cabeça movimentos em ziguezague para, de repente, apanhá-la com o bico. Habita beiras de rios e igarapés no interior da floresta densa e emaranhados de vegetação à beira d’água.

 

Também na natureza vive solitário ou aos pares, andando pelas margens de igarapés ou locais de solo úmido, porém raramente entra na água. Costuma cantar no início da manhã ou no final da tarde. Seu voo é baixo e silencioso.

 

Presente na Amazônia, estendendo-se em direção sul até o norte do Mato Grosso (ao norte do Pantanal) e Goiás, e a leste até o Piauí. Encontrado também do México ao norte da Argentina e Uruguai.

 

Já no parque os pais são responsáveis pela criação do filhote. Enquanto a mãe protege-o no ninho, o pai busca os alimentos para o animal. Em cativeiro, a ave pode viver mais de 25 anos, devido à alimentação farta e à falta de predadores. Na natureza, vive cerca de 20 anos.

 

Com 40 mil m², o Mangal das Garças oferece um habitat adequado para a reprodução de seus mais de 500 animais, de 59 espécies. Este ano, colhereiros, socozinhos, marrecas (das espécies Irerê, Asa-de-seda e Cabocla), guarás e o pássaro trinca-ferro já se reproduziram no parque.

 

Fonte: O Progresso.

Equipe Agron

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