Categories: Ciência e Tecnologia

Programa Adjuvantes da Pulverização

Programa Adjuvantes da Pulverização conclui equipamento específico para simular chuvas durante análises de produtos.

Resultado de dez anos de estudos, cabine viabiliza pesquisas sobre efeitos de diferentes adjuvantes na ‘adesividade’ do tratamento com agroquímicos.

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Um método de ensaio ancorado numa cabine de simulação de chuvas, totalmente desenvolvida no Brasil, possivelmente única no mundo, permite avaliar o efeito adesivo de adjuvantes da pulverização empregados conjuntamente a defensivos agrícolas. A técnica resulta de mais de dez anos de pesquisas lideradas pelo programa Adjuvantes da Pulverização, uma iniciativa que une o setor privado ao Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), em Jundiaí (SP).

Coordenador do programa, o pesquisador científico Hamilton Ramos acrescenta que o simulador já está integrado ao laboratório do programa Adjuvantes da Pulverização. Conforme Ramos, na prática, o método simula a pulverização e o impacto da água na fixação do defensivo agrícola sobre as folhas de um determinado cultivo.

“Os recursos do simulador permitem avaliar, com precisão, em que medida um defensivo agrícola associado a um adjuvante ‘adesivo’ permanece no alvo, ou seja, ativo no controle de pragas, doenças ou plantas daninhas, após períodos chuvosos. Se um adjuvante não funciona como se espera, sujeita o produtor a prejuízos, apesar do investimento realizado na proteção agroquímica de cultivos.”

De acordo com Ramos, o método representa uma enorme contribuição da pesquisa agrícola paulista ao conhecimento do agronegócio. O CEA-IAC, lembra ele, é um órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Coopercitrus – Hamilton Ramos ressalta que no final de 2020, o programa Adjuvantes da Pulverização e a cooperativa Coopercitrus, a maior do Estado de SP e uma das mais representativas do País, firmaram um termo para estimular a certificação da funcionalidade de adjuvantes agrícolas. Pelo acordo, a cooperativa solicitará a seus fornecedores de adjuvantes que avaliem seus produtos no laboratório do programa.

Conforme informou a Coopercitrus, a cooperativa passará a comercializar somente adjuvantes agrícolas que recebam o Selo de Funcionalidade do ‘Adjuvantes da Pulverização’.

“O acordo de cooperação com o Instituto Agronômico contribuirá para a Coopercitrus aumentar a qualidade da produção dos cooperados”, resume Celso José da Silva, engenheiro agrônomo e consultor, responsável pela área de adjuvantes da cooperativa de Bebedouro (SP). A Coopercitrus conta com 35 mil associados e unidades também nos Estados de GO e MG.

Fonte: Assessoria de imprensa Centro de Engenharia e Automação (CEA) e Instituto Agronômico (IAC).

Cristina Crispa

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