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Terceiro foco de mormo no RS é registrado em Uruguaiana

Outros casos foram registrados em Rolante e Alegrete.

Um exame realizado nesse sábado, 19, detectou a presença da doença do mormo em um equino em uma propriedade rural de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. De acordo com a Secretaria da Agricultura, seria o terceiro foco registrado no Estado neste ano.

No sábado, 19, o segundo foco da doença foi registrado em Alegrete. Os casos, somados a outro, detectado em Rolante, no Vale do Paranhana, em junho deste ano, são os primeiros da história do Rio Grande do Sul.

Os animais passarão por um exame patológico antes de serem sacrificados. Para evitar a contaminação, eles deverão ser cremados ou enterrados em uma cavidade profunda, o que depende do tipo de solo do local. Por meio de nota, a Secretaria da Agricultura informou que todas as medidas necessárias para a defesa sanitária animal foram tomadas.

O mormo é uma doença infecciosa que não tem tratamento e pode atingir equinos e humanos. A doença é transmitida pelo contato com o material infectante, tanto diretamente com secreções do doente, quanto indiretamente por meio de bebedouros, comedouros ou equipamentos contaminados. Os sintomas são febre, lesões com pus, edema de septo nasal, pneumonia e abscessos em diversas partes do corpo. A doença é de difícil tratamento e quase sempre fatal.

Leia a nota da Secretaria da Agricultura:

No dia 19 de setembro de 2015 foram confirmados dois focos de mormo no Estado do Rio Grande do Sul nos municípios de Alegrete e Uruguaiana em propriedades já interditadas desde 03/08/15 e 28/07/15 respectivamente, em função de resultados positivos no teste de triagem.

A equipe da SEAPI finalizou o teste confirmatório de maleína no dia 19/09/15, como as propriedades já se encontravam interditadas com os equinos suspeitos isolados, as medidas que serão adotadas, além das já citadas, serão as seguintes: sacrifício dos animais positivos e realização de dois testes em todos os equídeos das propriedades com intervalo de 45 dias entre os testes para saneamento.

As recomendações e estratégias de profilaxia e controle adotadas pela SEAPI estão descritas em legislação específica do Programa Nacional de Sanidade de Equídeos a Instrução Normativa nº 24 de 2004 (IN 24/2004) e na IN Estadual 03/2015.

Todas as medidas de defesa sanitária animal cabíveis foram tomadas, em atendimento as suspeitas de mormo notificadas. As propriedades vínculo, focos e suspeitas encontram-se interditadas e estão sob vigilância contínua do Serviço Veterinário Oficial até que se encerrem os procedimentos de saneamento.

Fonte: Redação Portal Gaz / Gazeta do Sul.

Equipe Agron

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