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Pecuaristas mineiros buscam eficiência alimentar

Pecuaristas mineiros buscam eficiência alimentar para diminuir preço da arroba. Estiagem reduziu em 30% o valor do boi magro na região do Triângulo Mineiro.

 

A falta de chuva no primeiro semestre deste ano aumentou em 30% o valor do boi magro na região do Triângulo Mineiro. Para reduzir os custos, os pecuaristas buscam estratégias nutricionais mais eficientes.

 

O confinamento do pecuarista Fábio Gambarato, localizado em Pirajuba (MG), possui capacidade estática para abrigar 2,4 mil animais. O custo de produção da arroba é de R$ 110,00, e o boi magro corresponde por 70% do valor. Este ano, a falta de chuva na região gerou uma valorização de 20% no preço bezerro, que foi comercializado a R$ 117,00.

 

– Houve valorização, mas houve também com o boi magro. O que é interessante com a valorização da arroba do boi gordo é que as arrobas que você produz dentro do confinamento geram uma remuneração melhor por essa arroba produzida. Então, por esse ponto de vista, ela até favoreceu o confinamento – explica o pecuarista.

 

A estiagem elevou em 20% o custo da dieta nos confinamentos. Alguns componentes básicos, como o bagaço da cana-de-açúcar, tiveram valorização de 30%. Para diminuir o valor da arroba, uma das saídas encontras é buscar eficiência alimentar dentro dos confinamentos.

 

A média do consumo alimentar no confinamento é de 145 kg de matéria seca por arroba produzida. Os animais chegam com peso médio de 13 arrobas e permanecem por um período de 90 dias até serem abatidos, com 19 arrobas, o que  gera um lucro de R$ 210,00 por cabeça, redimento de 2,4% ao mês.

 

– Quando bem conduzida, a estratégia de dietas e de precificação de insumos dilui o custo da entrada do boi magro, ou seja, quanto mais barato for a arroba produzida, menor será o impacto do boi magro e, consequentemente, o pecuarista terá um ponto de equilíbrio para venda mais atrativa – explica o zootecnista André Melo.

 

Segundo especialistas, retirando o boi magro, o impacto da nutrição representa 80% no custo da arroba produzida. Neste cenário, onde bezerro está valorizado, a estratégia nutricional se torna um importante aliado dos pecuaristas.

 

– A decisão de qual dieta utilizar leva em consideração as variáveis de compra e de venda do boi magro. Ora busca-se uma eficiência de 140 kg de matéria seca por arroba, ora de 145 kg ou 150 kg. Lembrando sempre que a disponibilidade dos insumos ditarão o norte da estratégia nutricional, buscando sempre eficiência custo e a rentabilidade do projeto – afirma o zootecnista.

 

Fonte: CANAL RURAL.

Equipe Agron

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