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Seca castiga pecuária do interior de São Paulo

Em Indaiatuba (SP), há cerca de 10 mil cabeças de gado em condições ruins de alimentação.

 

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A seca que prejudicou diversas culturas em São Paulo atingiu a pecuária no interior do Estado. A estiagem secou os campos e o pasto chegou ao inverno comprometido. Muitos pecuaristas diminuíram o plantel e, mesmo assim, a engorda está sendo prejudicada. A alternativa para quem tem condições financeiras é antecipar a ração e gastar muito mais do que estava previsto.

 

A seca começou em dezembro de 2013, e o produtor ficou esperando pela chuva que não chegou. Com isso, o resultado da pastagem foi devastador, ela secou e não cresceu como deveria.

 

– As pastagens estão bem secas, e em outros anos, numa época destas, estariam maiores ou, até então, mais verdes do que nesta época – afirma Adolfo Machado Arruda, engenheiro agrônomo.

 

A pastagem seca serve de alimento para o gado. O problema é que ela perde em proteína, e a consequência para não ter que diminuir o plantel é um gasto maior.

 

– O gado vai ter uma deficiência de proteína, então nós temos que fornecer uma ração balanceada pra suprir esta necessidade, pois o pasto não atende a esta necessidade do gado. Com isso, temos um custo maior com ração e silagem, antecipando o custo porque nós tivemos uma seca muito grande – explica Arruda.

 

Há cerca de 10 mil cabeças de gado em condições desfavoráveis de alimentação em Indaiatuba. O presidente do Sindicato Rural de Indaiatuba, Wilson Tomaseto, relata a dificuldade dos produtores locais, principalmente a falta de dinheiro para compensar a alimentação do gado.

 

– Não tem mais o que fazer. Hoje, o gado tá comendo um pouquinho de pasto seco que tem. Daqui a pouco não mais nada. E pra suplementar com alguma ração o custo se torna até inviável. Os produtores não sabem mais o que fazer. Quem pode está fazendo, mas muitos não tem condições de fazer este tratamento do gado – lamenta Tomaseto.

 

Há casos de produtores que já cancelaram as vendas programadas para este período.

 

– A maioria está achando que o gado emagreceu. O que eles tinham de venda prevista para estes dois meses já não terão condições de vender porque o gado perdeu bastante peso – completa Wilson Tomaseto.

 

Fonte: Canal Rural.

Equipe Agron

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