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Brasil avança em qualidade e segurança dos alimentos

Brasil avança em qualidade e segurança dos alimentos, destaca estudo. Relatório do Economist Intelligence Unit (EIU) foi conduzido em 113 países.

O Índice Global de Segurança Alimentar (Global Food Security Index – GFSI, em inglês), divulgado nesta terça-feira (23) pela Corteva, que uma vez mais patrocinou o estudo,  examina o estado dos sistemas alimentares de 113 países, incluindo o Brasil.

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O estudo foi desenvolvido pelo Economist Intelligence Unit (EIU) e apresenta uma análise sobre como as regiões estão em relação à segurança alimentar, considerando quatro categorias: Acesso, Disponibilidade, Qualidade & Segurança dos Alimentos e Recursos Naturais & Resiliência.

O Brasil, mais uma vez, se destacou na categoria Qualidade & Segurança dos Alimentos, com pontuação de 88,9, avançando 5% em relação ao ano anterior. A segurança alimentar é definida como o estado em que as pessoas têm acesso físico, social e econômico a alimentos suficientes e nutritivos que atendam às suas necessidades alimentares para uma vida saudável e ativa. Essa definição é internacionalmente aceita e foi estabelecida na Cúpula Mundial da Alimentação de 1996.

O GFSI também incluiu “Recursos Naturais e Resiliência” como a quarta categoria principal. Isso marcou uma mudança significativa na metodologia, revelando a resiliência dos sistemas alimentares frente às mudanças climáticas. Os subindicadores nesta categoria incluem dependência de importação de alimentos, gestão de risco de desastres e crescimento populacional projetado.

De acordo com o GFSI, a América Latina teve desempenho acima da média global nesta categoria – o Brasil ocupou a nona posição na região – mas continua vulnerável a eventos climáticos extremos, como tempestades e furacões, além de secas. Chuvas irregulares e temperaturas acima da média entre junho e julho de 2019 levaram a um segundo ano consecutivo de quebra de safra no ‘Corredor Seco’ na região.

Efeitos da COVID-19

Em 2020, de acordo com o relatório da EIU, os desafios do sistema alimentar na América Latina, como aumento dos preços dos alimentos, inflação e contração econômica, cresceram significativamente devido à COVID-19. A pandemia também revelou as limitações de capacidade nos programas de segurança alimentar, que levam a interrupções significativas na segurança alimentar. “O GFSI 2020 mostra que a segurança alimentar está em declínio globalmente devido à pandemia, desigualdades sistêmicas e fatores de longo prazo, como as mudanças climáticas, que podem agravar quaisquer vulnerabilidades existentes em regiões como a América Latina”, diz Marcio Zanetti, Gerente Geral do Economist Intelligence Unit para o Brasil.

FONTE: DATAGRO.

Otavio Culler

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