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Agronegócio brasileiro e as cobranças externas

Agronegócio tem que entender e enfrentar cobranças externas, diz BrasilAgro.

Ao assumir o papel de protagonista como player mundial no comércio de commodities agrícolas, o agronegócio brasileiro precisa entender e enfrentar as cobranças externas. O alerta foi feito pelo diretor-presidente da Brasilagro, André Guillaumon, durante evento realizado pela XP Investimentos.

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“O setor tem coisas erradas e coisas certas. Há queimadas e desmatamentos ilegais? Sim. Mas isso é caso de polícia., feito por uma minoria. Temos que apoiar as entidades que buscam mostrar a realidade do setor. Temos que aprender a falar com os diferentes. É uma questão de sustentabilidade”, disse o dirigente.

Segundo ele, a pandemia trouxe a oportunidade para o setor aprender. “A grande mensagem que fica é a percepção da importância do agronegócio por parte da sociedade. Só se conseguiu fazer quarentena porque o agronegócio produziu alimento. Temos que saber aproveitar e enfrentar as cobranças. A cobrança internacional só está acontecendo pela percepção da nossa importância”, destacou.

Guillamoun frisou a posição de player importante do agronegócio brasileiros e a necessidade de entender as cobranças.  “Nada mais justo que nos cobrem pelo nosso papel como player. Temos que assumir nossa responsabilidade”.

O dirigente projetou a manutenção de uma demanda importante para o agronegócio nos próximos 10 anos. “Estamos no lugar certo para aproveitar o momento. O grande supridor de alimentos será o Brasil. Nosso negócio tem que ser sustentável para evoluir e crescer”, completou.

Boa parte dessa demanda deve ser garantida pela mudança estrutural da China, com a mudança nos hábitos alimentares naquele país. O dirigente projeta uma procura fixa por grãos e soja por parte da China, além de carnes.

Como fatores que ajudaram no aumento consistente das compras chinesas no Brasil, o diretor presidente da Brasilagro destacou a guerra comercial entre chineses e norte-americanos e o surto de peste suína.  “A China perdeu 40% do rebanho suíno. A recomposição do rebanho ainda vai demorar, é um ciclo mais longo”.

A preocupação do dirigente é que o agronegócio precisa ter cautela e que essa mudança estrutural traga uma onda crescente de protecionismo no mundo, como forma de proteção e segurança alimentar. “A oportunidade não pode se transformar em ameaça, como barreiras tarifárias para proteger segurança alimentar. Se não houver assimetria de taxação, o Brasil continuará competitivo”, concluiu.

Fonte: Agência SAFRAS.

Otavio Culler

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