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Chuvas mal distribuídas causam impacto na agricultura

Lavouras paulista de café e grãos estão sendo as mais prejudicadas, alerta relatório da Faesp.

No período de dezembro a março, as chuvas costumam cair sobre o território brasileiro. Entretanto, na virada entre 2019 e 2020, as tempestades têm afetado de forma diferente a produção agrícola nas mais variadas regiões de São Paulo. Deste modo, em certas localidades, as precipitações recorrentes estão prejudicando o cultivo, assim como a ausência de chuvas em outras cidades tem impactado de maneira negativa algumas culturas.

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Segundo a Somar Meteorologia, entre janeiro e fevereiro são esperadas precipitações de até 150 milímetros na região Sudeste. De acordo com análise do coordenador adjunto da comissão especial de cafeicultura da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Ademar Pereira, “a chuva tem sido responsável pela alta produtividade e também pela quebra de rendimento na região de Caconde, por exemplo”.

“O clima tem sido um grande desafio. Primeiro, chove demais, principalmente dentro da safra da colheita. Tivemos colheita em período de chuva, onde há a entrada de fungos e prejudica a qualidade dos produtos”, pontua o dirigente, que também é presidente do Sindicato Rural de Caconde. “A chuva é primordial para uma boa colheita. Mas chuva demais em determinados momentos também prejudica”, salienta Pereira.

Outro ponto destacado pelo dirigente são as altas temperaturas, que têm impactado até mesmo propriedades rurais nas quais são utilizados sistemas tecnológicos para irrigação. “O clima está um pouco desregulado. Tem momentos em que a gente precisa de chuvas para enchimento de grãos e a florada, principalmente. Então, a estiagem também tem sido um grande desafio para o agricultor no estado de São Paulo”, diz.

Na região de Itapetininga, a pouca incidência de chuvas tem castigado as lavouras de grãos, relata o técnico agropecuário do Sindicato Rural de Itapetininga, Luiz Augusto de Moraes Ruivo. Por outro lado, o coordenador da comissão técnica de fruticultura da Faesp, Francisco Nogueira Neto, não reportou anormalidades nas chuvas na região de Campinas. “Não tivemos imprevisto.”

FONTE: DATAGRO.

Douglas Carreson

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