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Excesso de semente sem critérios pode reduzir produção

Estudo mostra que excesso de semente sem critérios pode reduzir produtividade de soja.

Fazenda Santa Lúcia já se encontra no 3º Ciclo de Agricultura de Precisão (AP) com constante otimização de adubação e corretivos desde 2008.

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No dia 31 outubro de 2019, o mestrando Felipe Pesini, agrônomo e AS da Drakkar, defendeu sua dissertação de Mestrado intitulada Relação da população de plantas de soja por ambientes produtivos definidos pelo mapa de colheita, no Mestrado Profissionalizante em Agricultura de Precisão, junto à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O trabalho vinha sendo desenvolvido há 2 anos em parceria com a Fazenda Santa Lúcia, em Pejuçara/RS, da família Cadore, e obteve excelentes resultados que correlacionaram os níveis de fertilidade, a população de plantas e a produtividade. A Fazenda Santa Lúcia já se encontra no 3º Ciclo de Agricultura de Precisão (AP) com constante otimização de adubação e corretivos desde 2008. Com uma adubação otimizada e um manejo caprichado, a propriedade beira os 80 sacos de produção de soja por hectare, número que pretende alcançar nos próximos anos com uso de tecnologia e conhecimentos precisos.

O trabalho de mestrado com técnicas de AP e o estudo de taxa variável de semente fazem parte da coletânea de projetos desenvolvidos pelos Assessores de Sucesso (ASs) da Drakkar em todo o Brasil os quais buscam encontrar a população perfeita. “Acreditamos que a população de plantas, quando bem ajustada e calibrada poderá aumentar até 20% da produtividade. Neste trabalho, por exemplo, em algumas regiões do talhão, se a população fosse ajustada previamente a eficiência econômica poderia aumentar em até R$ 400,00 por hectare.  Entretanto, hoje, menos de 10% de nossos clientes utilizam essa tecnologia em função de disponibilidade de equipamentos e conhecimento. Porém, essa tecnologia demonstra muito potencial e deve aumentar seu uso nos próximos anos”, ressalta Alan Acosta, Doutor em Ciência do Solo e presidente da Drakkar.

O trabalho de Pesini apontou claramente a importância do manejo da população de plantas para se atingir elevados tetos produtivos. Entre outras coisas, constatou que os produtores estão pecando, principalmente em zonas de alta, pelo excesso de sementes, o que cria um ambiente menos eficiente ao enchimento de grãos em função da competição por luz e nutrientes, causando o acamamento, com perdas ainda maiores. Com as técnicas de AP, localizam-se zonas com potenciais diferentes de produção e se realocam sementes de forma a manter a população de plantas adequadas após a germinação.

Da mesma forma que se perde eficiência econômica colocando adubos e corretivos de forma generalizada nas lavouras sem taxa variável, a eficiência de produção também está sendo prejudicada pela falta de precisão na semeadura, achando que todas as partes de uma lavoura são iguais, mas ela não é, podendo ser ajustada com população de plantas diferente. “Não temos dúvida que o rumo aos 100 sacos de soja passa pela otimização antecipada da fertilidade com técnicas de AP, pela escolha dos cultivares certos, semente com alto vigor e germinação, com a população correta precisamente alocada pelo ambiente potencial e com proteção perfeita. É o conjunto dessas técnicas que vai entregar alta produtividades na média das propriedades e só com muita tecnologia e conhecimento que os produtores conseguirão alcançá-las”, lembra Acosta.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA.

Douglas Carreson

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Douglas Carreson

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