Na região sul do Pará, onde há predomínio da pecuária de corte, as chuvas estão caindo em bons volumes e as pastagens se recuperam gradativamente.
Com a melhoria das pastagens e, consequentemente, aumento da capacidade de suporte, a ponta vendedora consegue ofertar preços acima da referência, fato que deu sustentação para as cotações de reposição.
Tanto que, de outubro para novembro, na média de todas as categorias de machos, houve alta de 2,0%.
Na contramão, a arroba do boi gordo teve retração, no mesmo período, de 1,6%, o que levou a queda no poder de compra do recriador e invernista.
O boi magro, por exemplo, categoria que está mais demandado recentemente, para a terminação em pastagem, teve a maior queda mensal na relação de troca.
Em outubro, com a venda de um boi gordo (16,5@), comprava-se 1,39 boi magro anelorado de 12@. Atualmente, compra-se 1,32 boi magro.
Para o curto prazo, com a menor oferta de boiadas e maior consumo devido ao período do ano, a arroba do boi gordo deve ganhar firmeza, fator positivo para quem deseja fazer a troca.
Por outro lado, com a recuperação das pastagens ganhando intensidade, o poder de barganha da ponta vendedora tende a ser maior.
Fonte: Scot Consultoria. Por: Breno de Lima.
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