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Alerta para produtores de soja para vazio sanitário

Agrodefesa alerta produtores de soja para vazio sanitário.

Os produtores de soja de Goiás devem estar atentos ao vazio sanitário da soja, que vai de 1º de julho a 30 de setembro deste ano.

Vazio sanitário é uma estratégia adicional no manejo da ferrugem asiática da soja.

Os produtores de soja de Goiás devem estar atentos ao vazio sanitário da soja, que vai de 1º de julho a 30 de setembro deste ano. Isso significa que, neste período, não pode haver plantas vivas dessa cultura no campo. O alerta é da Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Agrodefesa, por meio da Gerência de Sanidade Vegetal, responsável pela difusão e aplicação da Instrução Normativa nº 08, de 6 de novembro de 2014, bem como pelo acompanhamento e fiscalização das áreas cultivadas com soja para verificar o cumprimento da medida.

Na safra 2017/2018, Goiás cultivou 3.340.863 hectares de soja, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. O vazio sanitário é uma estratégia adicional no manejo da ferrugem asiática da soja, e tem como objetivo reduzir a quantidade de uredosporos do fungo no ambiente durante a entressafra e, dessa forma, reduzir a possibilidade de incidência precoce da ferrugem nos cultivos da safra de verão, cujo plantio é liberado a partir de 1º de outubro.

Conforme o presidente da Agrodefesa, José Manoel Caixeta, a observância do vazio sanitário é de suma importância e por isso mesmo já é praticado em Goiás desde o ano de 2006. O saldo desse procedimento preventivo é muito positivo, porque gera benefícios econômicos, fitossanitários, sociais e ambientais.

Conforme Caixeta, além do trabalho de fiscalização da Agrodefesa, é fundamental que os produtores colaborem e eliminem todas as plantas voluntárias da safra anterior. O resultado esperado é o atraso no surgimento da ferrugem na safra seguinte, o que reduzirá o número de aplicações de fungicidas e menos gasto com mão-de-obra na aplicação.

O dirigente da Agrodefesa explica que o vazio sanitário não elimina a incidência da ferrugem, mas minimiza muito o problema, com ganhos econômicos, fitossanitários, sociais e ambientais para os produtores e para a população como um todo.

Neste caso, os pesquisadores devem apresentar à Agrodefesa até dia 30 de abril de cada ano o requerimento para cultivo juntamente com o plano de trabalho detalhado e Termo de Compromisso e Responsabilidade, em modelos definidos pela Agência. Ao longo de todo o período do vazio sanitário, os fiscais da Agrodefesa intensificam as atividades no campo, fiscalizando o cumprimento da medida, mas o comprometimento do produtor é fundamental para o alcance dos objetivos.

Os produtores que descumprirem as regras previstas na legislação fitossanitária serão penalizados com multa de R$ 250,00 por hectare e com outras sanções previstas na Lei Estadual de Defesa Vegetal nº 14.245, de 29 de julho de 2002, regulamentado pelo Decreto nº 6.295 de 16 de novembro de 2005 e na Lei Federal nº 9.605 de 1998.

FONTE: CENÁRIO MT.

Cristina Crispa

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