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Publicações para orientar pescadores

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) anunciou que vai publicar em breve uma série de guias para ajudar os pescadores a identificarem espécies de águas profundas e assim informar melhor sobre as taxas de captura acidental dessas espécies. “Embora não sejam habitualmente o alvo da pesca, os tubarões e alguns grupos de esponjas e corais de água fria podem ser afetados por barcos que fazem pesca de arrasto entre 200m e 2.000m (de profundidade)”, alertou um comunicado da agência das Nações Unidas, com sede em Roma. “A taxa de sobrevivência dessas espécies de captura acidental em águas profundas, após serem soltas novamente no mar, é baixa”, reconheceu o texto.

 

A FAO indica que poucos países dão atualmente informações detalhadas sobre a captura acidental em águas profundas, razão pela qual é difícil entender os efeitos dessa prática nos ecossistemas marinhos vulneráveis. “Lá embaixo, existe uma grande variedade de espécies estranhas e maravilhosas, que desempenham um papel importante”, explicou Johanne Fischer, do Programa Fishfinder da FAO. “Mas cientistas e pescadores podem ter problemas para identificá-las, já que há poucas ferramentas disponíveis. Por isso, tendem a reunir as espécies como “tubarões de águas profundas” ao informar sobre suas capturas”, acrescentou.

 

As águas profundas são o maior hábitat do planeta, pois abarcam 53% da superfície do mar, e os pescadores exploraram cada vez mais seus recursos nas últimas décadas. Em geral, a informação sobre as capturas de peixes cartilaginosos – tubarões, arraias, jamantas e tubarões-fantasma, todos eles com esqueletos feitos de cartilagem em vez de osso – é escassa em comparação com a de peixes ósseos.

 

“Em nível mundial – e inclusive todos os tipos de pesca – só 36% das capturas de peixes cartilaginosos foram identificadas em nível de espécie ou gênero em 2011, em comparação com mais de 75% dos peixes ósseos”, assegurou a FAO. Dessa forma, os novos guias de águas profundas ajudarão os pescadores a fornecerem informações mais detalhadas, e, como resultado, os países estarão em melhor posição para implementar ações de proteção. “Precisamos de uma visão mais clara do que está acontecendo e isso é parcialmente certo para as águas profundas”, reforçou a analista pesqueira da FAO Jessica Sanders.

 

Fonte: Correio Braziliense.

Equipe Agron

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