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Hospital de Brasília isola três bebês com superbactéria

Recém-nascidos estavam em UTI neonatal e exames de rotina mostraram a presença da bactéria KPC. Eles não desenvolveram infecções e passam bem.

 

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal isolou nesta quinta-feira três recém-nascidos que estavam internados na UTI neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília. A medida foi tomada depois da descoberta de que os bebês estavam com a bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae), resistente a antibióticos. Os bebês não desenvolveram infecções e passam bem.

 

De acordo com a secretaria, a medida foi adotada para evitar a propagação do micro-organismo. A descoberta foi feita em uma vistoria de rotina, antes que a bactéria se multiplicasse. Os bebês estão isolados para segurança dos demais pacientes e monitorados o tempo todo. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, a UTI não foi interditada.

 

A KPC — A KPC foi a primeira bactéria resistente a antibióticos identificada pelos médicos, nos Estados Unidos. Trata-se de uma versão resistente da bactéria Klebsiella pneumoniae, que pode causar pneumonia e infecção urinária. A preocupação surgiu porque cerca de 20% das contaminações pela KPC podem não ser vencidas por nenhum antibiótico. Ou seja, ela causa uma infecção simples, imune a grande parte dos remédios conhecidos.

 

De acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, a bactéria matou 106 pessoas em 2010 e 2011 no Brasil. Em 2009, 18 pacientes morreram por conta de infecções pela bactéria no Distrito Federal. A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a pessoa contaminada, ou indireto, por meio do uso de um objeto comum.

 

Conheça as cinco principais superbactérias:

MRSA (Methicillin Resistant Staphylococcus aureus)

Encontrada na pele e responsável principalmente por infecções de pele, a bactéria Staphylococcus aureus foi a primeira a apresentar resistência à penicilina, nos anos 1950. Hoje, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC, sigla em inglês) estima três quartos da sua versão MRSA seja ultrarresistente e não responda a vários tipos de antibióticos.

 

Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC)

A Klebsiella pneumoniae está presente nos intestinos e pode causar pneumonia e infecção do trato urinário. Sua versão mais resistente a antibióticos, a KPC, causa sintomas como febre, prostração, tosse e dores no corpo. No Brasil, ela costuma causar surtos desde 2010, quando 18 pessoas morreram em Brasília e no Paraná. Em 2013, seis dos onze pacientes com KPC no Hospital Celso Pierro, em Campinas, morreram. Em março deste ano, pelo menos sete pessoas que passaram pela Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, na cidade de Americana, em São Paulo, foram infectados pela bactéria.

 

Escherichia coli

Assim como a Klebsiella pneumoniae, a Escherichia coli é comum nos intestinos humanos. É uma das maiores causadora de infecções urinárias e as primeiras evidências da sua resistência foram identificadas nos anos 1970. Estudos brasileiros mostram que até 25% das Escherichia são resistentes ao grupo de antibióticos chamado quinolonas, o principal remédio receitado para a doença.

 

Multi Drug Resistant Tuberculosis (MDR-TB)

Essa é a variável da Mycobacterium tuberculosis resistente a mais de um antibiótico. Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em 20 de março estima que até o próximo ano, 2 milhões de pessoas podem ser infectadas por essa versão multirresistente. Existe ainda uma forma menos intratável que a MDR-TB: a Extensively Drug Resistant (XDR-TB), que responde a ainda menos antibióticos e já foi encontrada em 92 países – nos Estados Unidos foram encontrados 63 casos entre 1993 e 2011, de acordo com o Sistema Nacional de Vigilância de Tuberculose (NTSS, na sigla em inglês).

 

New Delhi Metallobetalactamase (NDM-1)

O NDM-1 é uma enzima que foi identificada nas bactérias Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli. Vinda da Índia, foi descoberta em 2009 e se espalhou para a Europa, Austrália, Estados Unidos e América Latina. No ano passado, cinco pacientes do Rio Grande do Sul foram infectados por essa versão, que torna as bactérias resistentes a vários antibióticos, inclusive a classe dos carbapenemas, que trata infecções causadas por micro-organismos resistentes.

 

Fonte: Veja onlline.

Equipe Agron

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