O fenômeno La Niña, oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma “piscina de águas frias” nesse oceano. À semelhança do El Niño, porém apresentando uma maior variabilidade do que este, trata-se de um fenômeno natural que produz fortes mudanças na dinâmica geral da atmosfera, alterando o comportamento climático.

 

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Nele, os ventos alísios mostram-se mais intensos que o habitual (média climatológica) e as águas mais frias, que caracterizam o fenômeno, estendem-se numa faixa de largura de cerca de 10 graus de latitude ao longo do Equador desde a costa até aproximadamente 180 metros de pelos longitude no Pacífico Central. Observa-se, ainda, uma intensificação da pressão atmosférica no Pacífico Central e Oriental em relação à pressão no Pacífico Ocidental.

 

Outros nomes como “El Viejo” ou “anti-El Niño” também foram usados para se referir a este resfriamento, mas o termo La Niña ganhou mais popularidade. Os principais efeitos de episódios do La Niña observados sobre o Brasil são:

 

Passagens rápidas de frentes frias sobre a Região Sul;

Temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da média sobre a Região Sudeste, durante o inverno;

Chegada das frentes frias até a Região Nordeste, principalmente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas; * Tendência às chuvas abundantes no norte e leste da Amazônia; Chuvas acima da média para o setor centro-norte do Nordeste;

Chuvas muito acima da média no leste dos estados da Região Sul, estiagem no Oeste destes estados e no Paraguai.

 

Em geral, um episódio La Niña começa a desenvolver-se em um certo ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano, vindo a dissipar-se em meados do ano seguinte. Ele pode, no entanto, durar até dois anos. Sua intensidade é tão forte que os episódios La Niña permitem, algumas vezes, a chegada de frentes frias até à Região Nordeste notadamente no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas, e na Região Norte principalmente Rondônia e Acre.

 

Consequências:

Entre os meses de Dezembro e Fevereiro:

Aumento das chuvas e enchentes na região nordeste do Brasil; principalmente no setor norte, a qual corresponde os estados do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte;

Temperaturas abaixo do normal para o verão, na região sudeste do Brasil;

Aumento do frio na costa oeste dos Estados Unidos;

Aumento das chuvas na costa leste da Ásia;

Aumento do frio no Japão.

 

Entre os meses de Junho e Agosto:

Inverno árido na região sul e sudeste do Brasil;

Aumento do frio na costa oeste da América do Sul;

Frio e chuvas na região do Caribe (América Central);

Aumento das temperaturas altas na região leste da Austrália;

Aumento das temperaturas e chuvas na região leste da Ásia.

 

Fonte: Wikipédia.

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