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Dia de Campo: Produção e potencialidades (grão-de-bico)

Dia de Campo contempla produção e potencialidades do grão-de-bico produzido no Centro-Oeste.

Importante leguminosa em fase de expansão de cultivo é a principal matéria-prima do Dia de Campo sobre Grão-de-Bico no Cerrado.

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Importante leguminosa em fase de expansão de cultivo na região do Distrito Federal e de Goiás é a principal matéria-prima do Dia de Campo sobre Grão-de-Bico no Cerrado, que acontece no dia 24 de agosto próximo, a partir das 10 horas, na fazenda Alvorada (Rodovia BR-251, km 08). Voltado para representantes da cadeia produtiva de grão-de-bico e empresas processadoras, o evento vai aproveitar o início da colheita para mostrar o potencial produtivo da leguminosa, assim como as experiências bem-sucedidas de produtores.

As cultivares que vêm mudando o cenário de produção da leguminosa na região do Distrito Federal e de Goiás têm a assinatura da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), por meio de seu programa de melhoramento genético e de adaptação de cultivares com ensaios conduzidos nos campos experimentais da Unidade e em áreas comerciais de cultivo com a leguminosa, a exemplo da parceria com o produtor Osmar Artiaga, da Agrícola Garbanzo.

No município goiano de Cristalina, Artiaga cultiva grão-de-bico em larga escala – são 600 hectares plantados que serão destinadas aos mercados interno e externo. Com relação a esse último, o grão-de-bico produzido em Goiás apresenta grandes possibilidades de entrar no time das commodities que são exportadas para outros países: em novembro de 2016, duas cargas de grão-de-bico, cada uma com 24 toneladas da leguminosa, foram embarcadas com destino à Colômbia e aos Emirados Árabes.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Hortaliças e coordenador do programa de melhoramento genético de leguminosas Warley Nascimento, além das tecnologias disponíveis de produção, o sucesso obtido pelo produtor também deve ser creditado às características edafoclimáticas da região. “Em áreas com altitude acima de 800 metros, em plantios realizados de abril a maio, os resultados têm sido bastante satisfatórios, com a produtividade variando entre duas a três toneladas por hectare, bem mais expressiva que a média mundial, que é de 900 quilos por hectare”, destaca o pesquisador.

Consumo

Atrás apenas da soja em termos de consumo mundial, o grão-de-bico ainda é pouco consumido no Brasil – oito mil toneladas/ano, supridas com importação – mas aumentam as apostas em torno de um crescimento nesse sentido, a partir do aumento da produção e do interesse de empresas processadoras. “As leguminosas estão numa fase de expansão de produção e consumo, então acredito que em breve vamos substituir os materiais importados pelos desenvolvidos no Brasil, além do aumento de nosso potencial para exportação para outros países”, profetiza Nascimento.

FONTE: EMBRAPA.

Cristina Crispa

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Cristina Crispa

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